A televisão noticiou hoje uma das piores notícias a que o mundo pode assistir.
Numa escola infantil em Connecticut (Sandy Hook Elementary School), um jovem de vinte anos (Adam Lanza) atirou sobre um grupo de crianças, levando vinte delas à morte, ferindo outras, aterrorizando muitas mais.
Uma professora cumpriu o seu dever, protegendo algumas delas no desespero pela sobrevivência, e pagou com a vida esse seu gesto, junto com mais seis adultos.
Trata-se de uma das maiores tragédias na história dos Estados Unidos da América e está a colocar em discussão a facilidade de aquisição de armas, a ponto de as tornar acessíveis a um jovem que, no mínimo, a par da declarada quietude e timidez, só podia ser portador de uma disfuncionalidade mental (por momentânea que seja) a ponto de ser dominado pela loucura que o conduziu ao massacre de crianças inofensivas.
Olhar para a cara de doze delas, numa montagem fotográfica feita de sorrisos, alegria, inocência e avidez perante a vida, é sinal de incredulidade; também da atrocidade, da brutalidade e do horror de que o Homem é capaz, na impotência assumida perante forças e instintos que o dominam, impedindo-o de ver o bem que possa estar à sua frente.
Dia 14 - o fim da vida para muita gente que procurava construir, numa escola, a extensão da vida, o renovar dos ciclos de humanidade. É o fim do mundo, por aquilo que não se consegue explicar e por tudo aquilo que um país, uma sociedade, uma família, um ser não conseguiram fazer.