Assim começou a manhã noticiosa: com nobreza e pobreza.
A nobreza traduz-se na imagem e na ação dos dadores que generosamente dão o que têm a muitos que precisam. Solidariedade fantástica dos dadores, bem como de todos aqueles que cumprem, no seu trabalho, com uma causa que se impõe para a salvação / sobrevivência / manutenção da vida e da dignidade humanas.
Quando a imagem contradiz a legenda, num canal televisivo nacional - RTP Notícias (Foto VO)
A pobreza encontra-se mesmo na legenda, como se houvesse brigadas contra as populações (ir de encontro a). E o curioso é que ela é imediatamente contradita pela voz da locução noticiosa, assumindo (e bem) que as brigadas vão ao encontro das populações necessitadas (ir ao encontro de).
Já aqui se apontou, por mais de uma vez, como a simples troca das preposições / contrações dá em significados completamente contrários: respetivamente, o de esbarrar, ir contra, por um lado; o de aproximar, estar ao serviço de, por outro.
A deriva do uso da língua (ainda mais em contexto de comunicação de massas), no que à expressão diz respeito, não pode causar incoerência nos atos: tudo vai ao encontro da causa maior; nunca de encontro a ninguém. Persista a nobreza; erradique-se a pobreza.

E como ficaram os mais pobres? Lixados, como sempre! Não é um termo anacrónico…
ResponderEliminarAna Rosa Silva, não! É crónico, mesmo!
EliminarÉ impressionante, de facto.
ResponderEliminarA julgar pelos constantes apontamentos feitos a propósito, um editor consciente está de férias há muito; já foi despedido; eventualmente substituído por alguém que ainda tem muito que aprender. Enfim...!
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