Espera . Procura . Encontros, Desencontros e Reencontros . Passagem com muitas Viagens . Angústias e Alegrias . Saberes e Vivências . Partilhas e Confidências . Amizades sem fim
quarta-feira, 8 de julho de 2026
Regresso à escola (que ainda é minha) em tempo de pausa letiva!
sábado, 31 de maio de 2025
Pediram-me para ler...
domingo, 12 de janeiro de 2025
Cruzamentos artísticos de metal e mar
sábado, 15 de outubro de 2022
Passear pelo jardim
terça-feira, 18 de agosto de 2020
Esperando na caminhada
O momento da caminhada deu para captar uma imagem, tornada fotografia.
No curso do rio,
há um bote sem barqueiro
olhando a margem.
sexta-feira, 14 de agosto de 2020
As cores da correção
Preferível o remendo à exposição ao erro.
Assim o entendeu quem colocou, em plena casa de banho pública de uma cadeia de supermercados reconhecida, um alerta:
Um alerta bem acentuado à espera da vírgula do vocativo (Foto VO)
Ver, ao fundo, aquele quadradinho do 'à', a cor distinta, até chama a atenção para a forma correta da escrita (nem quero imaginar o que, antes, estaria por baixo). De tão vulgar a má escrita, ver um conserto a cor diferente é sempre uma ocorrência mais feliz, mais pedagógica que certas legendas ou títulos televisivos.
Virtuosos o reparo e a mudança de cor (falta a vírgula, depois de 'Estimado(a) cliente,...', mas a correção do erro detetado é sinal de que ainda há quem saiba acentuar).
quarta-feira, 12 de agosto de 2020
Coisas do oral (ou de homofonias nos discursos)
quarta-feira, 5 de agosto de 2020
Gramido: a casa branca
Junto ao Douro, no concelho de Gondomar (Valbom), há uma casa histórica.
É a Casa Branca de Gramido, edifício solarengo do século XVIII (1789) com características de um neoclássico rural. Nela ocorreu, em 29 de junho de 1847, a assinatura da Convenção de Gramido, que assinalou o final de uma época de conflitos entre liberais e absolutistas, nomeadamente os que se sucederam às sublevações populares e burguesas conhecidas, respetivamente, como Maria da Fonte e Patuleia.
Ainda durante o século XIX, o espaço foi armazém de cereais, comercializados pelos proprietários «Cazas Brancas» para a atividade da panificação (de Valongo e Avintes, essencialmente). Os grãos de trigo trazidos rio abaixo pelos barcos rabões (de aspeto mais claro do que aqueles que transportavam carvão) eram desembarcados nesse armazém. Por extensão da designação da família proprietária e pela imagem clara dos barcos, popularmente chegou-se à denominação de "Casa Branca".
Convenção de Gramido (1847)
A projeção e imponência visuais do solar duriense, progressivamente ampliado ao longo do século XIX e restaurado quase século e meio depois, revestem-se da importância histórica de que o local é exemplo, com a afirmação da paz após a Guerra Civil da Patuleia. A Convenção, assinada entre comandantes dos exércitos espanhol e britânico (entrados em Portugal ao abrigo da Quádrupla Aliança), mais os representantes da Junta do Porto e as forças do governo mais conservador, selou a derrota dos setembristas (revoltosos) frente aos cartistas (apoiados pela rainha) numa guerra civil que vinha a assolar o país desde a década de vinte e, mais particularmente, nos anos de 1846-1847. Menos de cinco anos depois, a concórdia viria a sofrer algum revés, com a força governamental apoiada por D. Maria II a retirar aos revoltosos poderes e influências em prol de um maior conservadorismo.
A recuperação da casa, depois de uma fase de crescente degradação e de um incêndio que praticamente a abandonou a um estado de desleixo e decadência inevitáveis no século XX, ocorre no período 2005-2006, sendo a inauguração da sua requalificação datada de 31 de maio de 2008.
Marginal do Douro, em Gondomar (Foto VO)
Na marginal do Douro, a Casa Branca de Gramido vigia o curso do rio.
sábado, 7 de março de 2020
Cinco Palavras de António Vieira
Com a chancela da editora "Lugar da Palavra", a Biblioteca da Escola Secundária de Gondomar foi o ponto de encontro para sorrisos, afetos e saberes partilhados, numa fraternidade também construída com palavras ditas e escritas (tais como as do missionário jesuíta que é dado a ler).
O "Pai Grande" (Payassu) foi dos primeiros a reconhecer a diferença, a tolerância nos homens e no que os define; a defender um sentido de miscigenação dos idiomas, numa legitimação tanto do culto "pulcro" como dos registos comuns do "belo" ou do "bonito", para não falar das sonoridades escutadas em todas as cores da ação missionária. A aproximação fazia-se, então, a um Quinto Império (com um Papa "angelicus" e um imperador cristão), abraçando judeus, cristãos, muçulmanos numa espécie de paraíso, a construir em vida entre os homens e não a doutrinar como prémio a alcançar depois da morte (atualidade tão inquestionável).domingo, 12 de janeiro de 2020
"Eu vejo estradas no céu"
sábado, 24 de novembro de 2018
Diarinhando... bom título!
De tudo isto se compõe a obra hoje dada a público, páginas configurando nove semanas de um diário que Lúcia (também Isaura e/ou Maria Clara Miguel) escrevinhou - não se trata de escrever mal nem de produzir algo sem valor (bem pelo contrário); talvez fingir um registo solto, natural, com um fim diverso (mais do que determinado), entre o entretenimento criativo, a oportunidade aproveitada, a vontade sem compromisso e a necessidade de revisitar tempos, gostos, pessoas, memórias que em todos nós vivem - umas comungadas, outras só de alguns, muitas só do 'eu' plasmado num discurso por natureza calendarizado, datado à cabeça (o Homem é tempo; dá-lhe a mão e larga-o, conforme a força, a vontade e a capacidade de o acompanhar).
domingo, 3 de junho de 2018
A velha casa e outros dias
E porque este último se complementa com presente e com passado, na linha do tempo, os projetos também se compõem de vivências e de memórias, inclusivamente aquelas que se revisitam pela tradição oral numa literatura feita em verso familiar, popular, universal pelas lições e pelos exemplos de vida configurados:
Liberta das contingências de uma vida entregue aos vários papéis que plenamente desempenhou, Madalena é feita de dores (etimologicamente de 'dolores'), de perdas, de conquistas, de ganhos, mas sempre de afetos e de expectativas, na demanda dessa utopia de felicidade que, na vida, não pode ter fim.
... porque o outono da vida há de sempre dar em novas primaveras, não obstante as intensidades do inverno e do verão.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Generosidade de quem dá e para quem dá mais
Na sequência da generosíssima oferta do Sr. Fernando Neves, temos um quadro para leiloar - "Encontro de planetas - III" (óleo, com 70X50 cm):
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Noite de Histórias
No Centro de Recursos - Biblioteca Escolar, todos ocuparam o seu lugar para aplaudir aqueles que se dedicaram à leitura, à escrita. No que a estes últimos diz respeito, ficou o orgulho de ver publicado, em livro, o fruto do trabalho: narrativas selecionadas e premiadas naquela que foi a terceira edição do concurso promovido pela Oficina da Língua (da Escola Secundária de Gondomar). O lema foi inspirador - "Histórias com um livro dentro" -, resultou em cerca de cem contos e culminou na edição de quase meia centena.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
40 anos do 25 de Abril na ESG
Chegou a vez de levar os alunos à exposição dos 40 anos do 25 de Abril (que propositadamente escrevo com a maiúscula do relevo a dar a um tempo histórico que devia ser inspirador para a atualidade que se vive). A atividade, da responsabilidade do Departamento de Ciências Sociais e Humanas da Escola Secundária com EB3 de Gondomar, conta com um programa que abrange colóquios, debates, participação em eventos dinamizados com a edilidade gondomarense, sarau cultural, entre outras iniciativas.
Top de preferências para jovens e mais crescidos foi sempre o conjunto de fotos, com a imagem de professores, pessoal administrativo e auxiliares de ação educativa, todos com menos quarenta anos. Ver alguns dos docentes ainda nos bancos de escola, procurar descobrir no passado traços de um presente que o tempo tem vindo a moldar de forma por vezes tão distinta; encontrar o habitual preto e branco (já amarelado e com sombras) das imagens, mais os recorrentes cavalinhos das festas e feiras, as roupas de cerimónia ou das festas de comunhão, os registos de rosto ou de corpo inteiro em poses tão estáticas e marcadas quanto os fotógrafos assim o ditavam são marcas já distantes para o ato festivo, quase singular do que era, nessa época, tirar uma foto. Hoje, no tempo das 'selfies' e do 'photoshop', parece que se está perante achados do século passado (e sem dúvida que o são), apesar de nem meio século distar do tempo retratado.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Hoje, quinta, como há trinta e nove anos...
(Ana Carolina Ferreira Cardoso, 9ºD, da Escola EB2,3 Marques Leitão - Valbom)
Em tempos que fazem reviver os cânticos de resistência e de libertação; em tempos que precisam de restaurar um sentido mais coletivo e (com)partilhado de liberdade; em tempos que retornam aos instantes críticos que ameaçaram a paz, a segurança, o bem-estar e a confiança almejados, há quem fale na necessidade de regressar à revolução (não apenas à do espírito, mas à da ação).É a vontade de rever a saída do escuro, o sentido de tornar a encarar a esperança, a tentação de caminhar no sentido da luz que orientam os espíritos de toda a humanidade saturada de uma crise que só serve alguns, nomeadamente aqueles que se dizem ao serviço do povo.
Hoje são precisas palavras (outras); necessários discursos (outros); desejados políticos (bem diferentes dos que atualmente nos desiludem e desencantam); ambicionados sentidos de esperança (que alguém comprometeu para as gerações mais próximas).
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Reposição da normalidade
A novidade, hoje, é que o erro detetado já desapareceu.
Numa loja dedicada a uma conhecida rede de telemóveis, a placa publicitária que, antes, continha erro, deixou de o ter.
Afinal, a estratégia não era a da publicidade pela negativa.
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Lembrando as gôndolas...
Tudo começa com os alunos a repararem no erro fotografado e a trazerem-me a prova em foto de telemóvel:
Lembrei-me das gôndolas venezianas. Tudo tão longe!
Gondomar nada tem de canais. É terra banhada pelo Douro e já nem os barcos rabelos por lá passam. Quando muito, só os turísticos que fazem o rio até à Régua.
Veja-se o lado mais prático: o erro até pode tornar-se num fator de publicidade (negativa); o erro dá por certo para lembrar que as palavras terminadas em 'r' são, por norma, agudas e, por isso, sem acento gráfico (como na maior parte dos verbos, na forma do infinitivo).
Dizem os alunos que se dirigiram ao atendimento na loja e que deram a conhecer o erro. Receberam a resposta de que já o tinham detetado e que não sabiam o que se teria passado. O mais explicável é: quem fez a placa publicitária ou não sabia como se pronunciava o nome da terra ou desconhece por completo as regras de acentuação gráfica do Português.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
A noite do absurdo de todos os dias
Apoiado no texto de Jean-Paul Sartre, pela tradução de Sofia Araújo e encenação de João Ferreira, há um percurso dramatúrgico a que os espectadores não são estranhos: o do acordar para a vida; o das máscaras colocadas nas caras e o dos jogos de força e sedução levados a cabo na existência; o dos caminhos dirigidos a um só fim. E depois...
Tudo meticulosamente preparado, colocado à disposição de um tempo eterno, feito de renovada estabilidade, qual estátua sem possibilidade de mudança.
Em torno e ao nível de um palco que também é o do espectador (com um pé na vida real e outro na ficção pós-morte), o vazio vai sendo ocupado por uma angústia tão existencialista quanto desafiante nas forças, nos desconcertos e nos limites. Três passados, três existências dominadas por traços viciosos ou defeitos (Garcia, Inês e Estela) são discutidos, confrontados e analisados até à consciencialização do absurdo de um destino colocado frente aos olhos de todos, mas que ninguém parece querer ver.
Com a obra, Sartre põe o dedo na ferida; com a peça, torna-se presente todo o ser, vivificam-se a ironia e o sarcasmo que destroem tantas máscaras da existência; arrancam-se risos denunciadores da avaliação de páginas de vida (redescobertas na morte), particularmente naquilo que elas já não podem mais ser ou fazer. Resta-lhes não poder escapar a um ciclo que se fecha, se repete na clausura: a de uma porta que, mesmo aberta, não é trespassada, por causa do que cada um interpreta de si mesmo e dos outros.
Nessa condição, abandona-se a câmara, regressa-se à vida já não com a luz do dia, mas o escuro que impede o ser humano de ser transparente. Clara foi a qualidade do texto; das palavras recriadas no drama; das vozes escutadas; das representações a refletir, na perfeição, a atitude de desorientação e confusão face às vivências, bem como a fazer cair o "em-si" (recuperando o conceito filosófico de Sartre para a existência do mundo, nada mais sendo para além do que simplesmente se é) num "para-si" (mais do domínio da consciência analítica do espectador). Fragmentos de vida que só pela ficção se situam após a morte. Mais uma ótima representação do 'In skené'.
quarta-feira, 14 de março de 2012
In Skené... com heroína em cena
No jogo de poderes configurado na obra, a singularidade e a dimensão expressiva do título revelam-se tão essenciais quanto este poder ser interpretado de diferentes formas. As palavras são as mesmas, a expressividade associada ao ato é comum, mas a intencionalidade última e o alcance dos significados são diversos:

































