Espera . Procura . Encontros, Desencontros e Reencontros . Passagem com muitas Viagens . Angústias e Alegrias . Saberes e Vivências . Partilhas e Confidências . Amizades sem fim
quarta-feira, 22 de julho de 2026
Antes dos 70
terça-feira, 2 de dezembro de 2025
Versos antigos para foto recente
terça-feira, 10 de junho de 2025
Tempos hodiernos, convocando grandes poetas
sábado, 9 de novembro de 2024
A propósito do Muro de Berlim
sexta-feira, 8 de março de 2024
De / Sobre / Para Mulher(es)
A mulher sentada à minha frente
brinca com a carteira –
distraída
Gira e revira a asa
da carteira,
enrola-a entre os dedos,
volta após volta
Como um pássaro breve e dançarino,
a asa da carteira ganha vida
nos dedos da mulher
A carteira é azul e o fecho é amarelo,
a mulher é velha,
a saia desbotada, uma blusa cansada
e também velha, usa chinelos
Mas brinca com a asa
da carteira
num ar feliz de criança ou pardal,
sem se preocupar com as pessoas sérias
de mãos serenamente,
seriamente pousadas sobre o colo,
lendo quietamente o seu jornal
A mulher sentada
à minha frente
brinca com a carteira,
distraída
fazendo piruetas,
volteios elegantes, curtos passos de dança,
ao dar-lhe o sol de lado, na cabeça,
a mulher fica quase bonita
no seu ar distraído de criança
ao dar vida à carteira,
que dança
distraída
Quem puder leia outra mulher que escreveu uma narrativa muito feminina, que cruzei com "O Sopro" numa viagem e numa progressão temporal que me fizeram (re)ver "Georgina" em verso.
quinta-feira, 7 de dezembro de 2023
No Dia Internacional da Aviação Civil
segunda-feira, 20 de março de 2023
Sem açúcar
quinta-feira, 19 de janeiro de 2023
Porque é hoje o dia
FOSTE...
que há palavras interditas;
palavras que nos tocam;
algumas, um cristal;
outras, um punhal.
Saíste da moldura,
e viste na poesia
a música que sempre teve:
Buscaste o campo e o silêncio.
"Que diremos ainda?",
À hora da despedida,
Ao Eugénio que foi José e que do Fontinhas se fez Andrade.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2023
Há cem anos nascido
Ficaram os dois numa desesperante frustração.
domingo, 16 de outubro de 2022
Citando Agustina, a propósito de ontem
sábado, 15 de outubro de 2022
Passear pelo jardim
sábado, 13 de agosto de 2022
Um dia depois...
Leiria, 11 de Agosto de 1940.in Diário I
Sem mágoa(s), sem medas de trigo, sem querer ser "desgraça acontecida", há a consciência do que possa fazer ensombrar e perigar esta vida; mas há também palavras a combinar e a criar alguma da magia que só os eleitos conseguem trazer à escrita poética, como que peneirando, do pó da terra, o ouro vital que a ela nos liga.
Nos grãos de areia que caem no relógio, há tempo para que a poesia dos versos torguianos adoce o dia - o de hoje e o do futuro.
Porque ontem foi mais um dia para o celebrar e hoje, e sempre, faz sentido (re)lembrar.
sábado, 6 de agosto de 2022
Triste dia, o de ontem, para a poesia
Ana Luísa Amaral, reconhecido nome nacional da poesia contemporânea, revelou--se apaixonada pela expressão poética, pela língua, pela palavra, num trabalho que encarou como "amor, angústia e necessidade". Recebeu o Prémio Rainha Sofia, em 2021, que lhe foi atribuído pelo Património Nacional de Espanha e pela Universidade de Salamanca, com o qual fica notabilizada junto de nomes da língua portuguesa como João Cabral de Melo Neto (1994), Sophia de Mello Breyner Andresen (2003), Nuno Júdice (2013), a par de muitos outros grandes autores da tradição e cultura iberoamericanas.
terça-feira, 26 de abril de 2022
Gestos simples para grandes causas
segunda-feira, 25 de abril de 2022
Espírito novo (apesar do cinza)
ACINZENTADA MEMÓRIA
sem a rubra cor,
apagou-se o sangue,
secou o vigor?
Da revolução,
a memória fica,
lembrando a canção...,
o povo que grita...,
a arma a dar flor...
Renovado o tempo,
nascida a manhã,
no sopro do vento,
a sã liberdade
vive-se na cidade.
Em dia cinzento,
vejo um monumento:
voam as gaivotas
só no pensamento.
No duro betão,
há ondas de mar
plantadas no chão,
subidas ao ar.
Qual fénix em cinzas,
Esperança, vinhas...
Fica. A vida alindas.
domingo, 17 de abril de 2022
Um grande ovo de Páscoa cracoviano
Encontrei uns bem artísticos em Cracóvia, no conhecido Mercado de Páscoa, realizado anualmente na praça central da Cidade Velha, Rynek Główny (praça principal de Kraków). Em cerca de dez dias, as festividades da Semana Santa concretizam-se na exposição de ovos gigantes decorados e na confeção das tradicionais "palms" artesanais de flores e plantas secas, para serem abençoadas no Domingo de Ramos - informações colhidas e vividas em memórias de viagens bem passadas. O colorido da praça é festivo. Os ovos, dispostos em vários pontos da praça, são atração visual assegurada, numa composição e num enfeite de versatilidade cromática notáveis.
sexta-feira, 18 de junho de 2021
Gestos de quem se gosta
Num ano particularmente difícil, continuei a ter a felicidade de estar acompanhado daqueles que, dia-a-dia, me souberam respeitar; me tiveram em mente, apesar de algumas ausências; me fizeram sentir grato, ganhar forças e ver que, na medida do possível, colaboravam com o lema do "trabalho, trabalho e mais trabalho". Uns pela qualidade demonstrada, outros pelas descobertas conseguidas, uns mais pelos erros cometidos que também ajudavam a ensinar, outros ainda pelos comentários que (no fundo da sala, em surdina, mas com voz bem reconhecida) permitiam construir cumplicidades e afinidades além do estatuto e do papel devidos, sem esquecer os que reservada e timidamente assistiam ao espetáculo de todos... esta foi a soma construída que nos foi aproximando.
Citaram-se alguns versos de uma ode camoniana (Ode IX):
«Porque, enfim, tudo passa;Não sabe o Tempo ter firmeza em nada;E nossa vida escassaFoge tão apressadaQue quando se começa é acabada.»
É tão clara a certeza do que é esperado! Obrigado, por terem estado comigo. (E mais não digo, porque sabem bem quem são).
sábado, 22 de maio de 2021
Hoje, depois de ontem, com versos de séculos
Assim também o pensou Camões, como o sugere, por exemplo, "Endechas a Bárbara Escrava":
("Endechas a Bárbara Escrava" e o soneto "Ondados fios d'ouro reluzente")































