Já havia comentado esta leitura que certo jogador ("joga com a dor") e treinador ("treina a dor") de futebol (aqui, sim, é 'foot' e 'ball') faz com algumas palavras, segmentando o que não é segmentável.
Espera . Procura . Encontros, Desencontros e Reencontros . Passagem com muitas Viagens . Angústias e Alegrias . Saberes e Vivências . Partilhas e Confidências . Amizades sem fim
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
Regressaram as dores... sem sentido.
Já havia comentado esta leitura que certo jogador ("joga com a dor") e treinador ("treina a dor") de futebol (aqui, sim, é 'foot' e 'ball') faz com algumas palavras, segmentando o que não é segmentável.
segunda-feira, 7 de abril de 2025
Sem santos nem milagres na língua
quarta-feira, 18 de maio de 2022
Quando um ou outro são ambos
segunda-feira, 22 de novembro de 2021
Certeza escusada (e mais do mesmo)!
terça-feira, 2 de novembro de 2021
Diz o "Bom Português"!
Tudo por causa de reuniões e da realização do verbo 'reunir-se':
... às vezes dá jeito (e a televisão acerta).
quarta-feira, 13 de outubro de 2021
Completivas encadeadas
Particularmente, quando elas se apresentam em vários níveis de análise.
quinta-feira, 7 de outubro de 2021
A propósito do 'é que'
sexta-feira, 4 de junho de 2021
Não é "d'oiro", mas é "doirado"
Tudo em busca da base da palavra (embora eu preferisse o "oiro").
Siga-se o raciocínio de onde uma palavra vem, e lá chegaremos ao resultado final.
Q: Olá, Vítor. Qual é o processo de formação da palavra "doirado"?
O doirado da paisagem, com o doirador responsável ao centro.
Não se veja, portanto, o oiro como a origem de tudo na nossa língua, mas o que permite "doirar" e, por sua vez, esta palavra ver o doirado, nomeadamente o que a talha da natureza por momentos ganha (sem ouro; com sol).
Ou seja, "nem tudo o que doira vem de oiro", pelo menos em termos da natureza. "Doirar" entrou historicamente na língua portuguesa pela forma latina "deauro, -are", estando já aqui assumida a palavra base (doirar), a qual virá a dar lugar a 'doirado'.
quinta-feira, 20 de maio de 2021
Passiva, sim... sem agente! (nova versão)
Q: Vítor, na frase 'O processo foi reclassificado por via administrativa', o 'por via administrativa' pode ser considerado um complemento do adjetivo?
segunda-feira, 17 de maio de 2021
Passiva sim... sem complemento agente
O agente da ativa ('Alguém') encontra-se elidido na frase passiva ('por alguém'), dada a sua indeterminação. Nestes contextos frásicos, o complemento agente da passiva não aparece configurado na transformação passiva. Esse 'por alguém' seria, sim, o agente do processo de reconhecimento; a lealdade é a propriedade reconhecida no objeto da ativa ('o povo'), tornado sujeito na construção passiva.
Não é, portanto, possível entender a causa da ativa (prefigurada num modificador) como agente da passiva. São funções sintáticas com papéis semânticos bem distintos.
Situação análoga encontra-se abaixo esquematizada:
sexta-feira, 7 de maio de 2021
A propósito de 'decisões' (no plural ou no singular)
Nem as decisões são necessariamente pacíficas nem sempre são seguidas da mesma função sintática (interna).
Perguntam-me qual é a função e digo que tudo depende da expansão.
R: Depende do que vier na expansão à direita.
O nome 'decisão(ões)' associa-se ao verbo 'decidir', tipicamente de natureza transitiva (Alguém DECIDE alguma coisa). Se o verbo seleciona um complemento (direto), o mesmo sucede com o nome respetivo. Acontece que a estrutura argumental do verbo 'decidir' implica um agente (quem decide) e um tema (o que é decidido). Logo, caso o nome 'decisão(ões)' seja expandido à direita por esse agente e/ou tema, ter-se-á um complemento de nome, como se verifica em i, ii, iii:
(i) A decisão ministerial foi polémica. (< O Ministério decide algo.)
(ii) Os alunos respeitaram a decisão do professor. (< O professor decidiu algo.)
(iii) A decisão de libertação foi a adotada pelo juiz. (< O juiz decidiu libertar o prisioneiro.)
Todavia, há expansões que não correspondem a tais papéis semânticos. Nestes casos, estaremos perante modificadores do nome. É o que se verifica em iv e v:
(iv) A decisão correta nem sempre é fácil de ser tomada.
(v) Não vou aceitar uma decisão injusta.
Estes últimos sublinhados não correspondem aos papéis semânticos anteriores (são antes avaliações / apreciações relativas à 'decisão'), pelo que configuram modificadores do nome (no caso, restritivos).
Concluindo, a bem da função, veja-se o que vem a seguir à decisão.
quarta-feira, 5 de maio de 2021
E, agora, o complemento do advérbio
Conheço muita gente que gosta de viver perto do mar.
Antes do inverno, o outono também tinha sido rigoroso.
Na base do acima exposto e na distinção de expansões do núcleo adverbial que não sejam complementos, pode a exercitação deste conteúdo ocorrer com tipologias de exercícios diversificadas:
sexta-feira, 12 de março de 2021
Ciclos deformativos
Começo por avaliar os ciclos formativos... ou deformativos:
(slide exposto numa sessão de um ciclo formativo editorial para docentes)
Que sejam alunos a confundir determinantes com pronomes (possessivos ou de outra subcategoria que seja), ainda vá que não vá! Autores de projetos ou de formações para docentes a causar tal desacerto ou desconcerto é caso bem mais sério, por mais sustentados que estejam em contributos linguísticos ainda sujeitos a problematização e consensualização (no âmbito da investigação e não da linguística aplicada ao ensino).
Tratando-se de uma formação para docentes do ensino básico e secundário, interessará ver o nome 'abraço' antecedido dos determinantes 'o seu'; conclua-se como o pronome estaria 'em vez do núcleo nome' (/ grupo nominal). Esta é a transposição típica e consensual no discurso pedagógico-didático dos ensinos básico e secundário. Outras trarão uma confusão que, por ora, não interessa muito operacionalizar, na perspetiva de uma gramática pedagógica. Deixemos certas questões para o domínio académico ou para linhas de investigação sujeitas a discussão.
Não vá o Diabo tecê-las, vou já alertando para que, futuramente, não tenha que mandar riscar alguns manuais. (E, já agora, que não se fique com a ideia de que todos os adjetivos relacionais configuram complementos de nome, como se lê no fim, pois isso levar-nos-ia mais longe neste comentário).
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021
Triangulações gramaticais
Toca a fazer as pazes e façam o favor de ser felizes, com a gramática certa.
Espero ter ajudado no raciocínio.
Boa noite.
O que te deve estar a confundir, a ponto de ainda pensares em complementos, é a posição do sujeito na frase: não é a mais comum (normalmente abre uma frase), mas não te esqueças que há sujeitos invertidos na sintaxe do português. Na verdade, o verbo 'doer' é tipicamente intransitivo. Daí não selecionar obrigatoriamente nenhum complemento. No caso da frase que estás a trabalhar, esse verbo, porém, apresenta uma realização transitiva indireta, ou seja, uma realização na qual se assume um complemento indireto: o 'me' (que aparece no mesmo local de um 'lhe', na terceira pessoa).
sábado, 6 de fevereiro de 2021
Que arrepio!
domingo, 17 de janeiro de 2021
Dúvidas na planificação da gramática
sexta-feira, 18 de dezembro de 2020
A propósito de choques... (no plural)
quinta-feira, 2 de julho de 2020
Função sintática do 'que'
R: Primeiro de tudo, interessa saber o seguinte: o 'que' tem função sintática enquanto pronome relativo, não como conjunção. Esta última pode fazer parte de uma oração subordinada que, toda ela, assume uma determinada função (não o "que" conjuncional):





















