Roteiro na mão, organizado e inspirada e queirosianamente mente produzido pela professora Adélia Reis, o grupo preparou-se para a caminhada. À hora de pagar, veio a pergunta ao empregado do balcão: "Porque é que esta pastelaria tem o nome Eça de Queirós?" A resposta não tardou, apenas com algo de certeira e uma certa marca de familiaridade no trato: "Acho que o Eça morou para estes lados e a rua tem qualquer coisa a ver com ele". Não diretamente, porque na rua Capitão Lebre se localizava - nome caricato para António Tavares Lebre, figura influente local e nacional, um oficial do exército que, na primeira metade do século XX, marcou a vida social de Verdemilho (de que as romarias religiosas eram exemplo e, diz-se, alguma investigação para provar as andanças de Eça por estas paragens, nomeadamente a presença da então criança em Aveiro).
Espera . Procura . Encontros, Desencontros e Reencontros . Passagem com muitas Viagens . Angústias e Alegrias . Saberes e Vivências . Partilhas e Confidências . Amizades sem fim
quarta-feira, 15 de julho de 2026
Voltando a Aveiro, com Eça e/ou os Queirós
Roteiro na mão, organizado e inspirada e queirosianamente mente produzido pela professora Adélia Reis, o grupo preparou-se para a caminhada. À hora de pagar, veio a pergunta ao empregado do balcão: "Porque é que esta pastelaria tem o nome Eça de Queirós?" A resposta não tardou, apenas com algo de certeira e uma certa marca de familiaridade no trato: "Acho que o Eça morou para estes lados e a rua tem qualquer coisa a ver com ele". Não diretamente, porque na rua Capitão Lebre se localizava - nome caricato para António Tavares Lebre, figura influente local e nacional, um oficial do exército que, na primeira metade do século XX, marcou a vida social de Verdemilho (de que as romarias religiosas eram exemplo e, diz-se, alguma investigação para provar as andanças de Eça por estas paragens, nomeadamente a presença da então criança em Aveiro).
sexta-feira, 5 de junho de 2026
Bodas de ouro para um edifício (e não só)
sábado, 22 de março de 2025
Onze anos depois
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025
Ainda Camões, pelos 500 anos
A morte precoce do monarca em 1932 (42 anos) não permitiu concluir o projeto de estudo e pesquisa dos textos de Camões, numa linha de recolha das edições diversas de Os Lusíadas e das Rimas, ao longo dos séculos. Se nos finais do século XIX haviam sido inúmeras e grandiosas as celebrações nacionais d' "O Poeta" (na continuidade de uma consagração que já vinha do século XVI), o vigésimo não o seria menos na contínua afirmação de um escritor que se tornou símbolo de pátria, de língua, de cultura, de lusofonia (assim o prefigura o feriado do 10 de junho).
(moeda comemorativa dos 500 anos de Camões, por José Aurélio)
e a sombra dos verdes castanheiros,
o manso caminhar destes ribeiros,
donde toda a tristeza se desterra;
o rouco som do mar, a estranha terra,
o esconder do sol pelos outeiros,
o recolher dos gados derradeiros,
das nuvens pelo ar a branda guerra;
enfim, tudo o que a rara natureza
com tanta variedade nos oferece,
me está (se não te vejo) magoando.
Sem ti, tudo me enoja e me aborrece;
sem ti, perpetuamente estou passando
nas mores alegrias, mor tristeza.
sábado, 5 de outubro de 2024
Muitos vivas!
. Viva a República!
Fica o registo sem imagens, só com as palavras que merecem a simplicidade da celebração.
Pelo último "Viva", muitas razões poderiam ser listadas (também já o fiz o ano passado e vale a pena repetir a quem as tem corporizado).
quarta-feira, 24 de abril de 2024
Arruada de Abril pela Liberdade
quinta-feira, 14 de março de 2024
A propósito de uma exposição... o reencontro com História(s)
EPIDAURO 62
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo.
INSCRIÇÃO
domingo, 10 de março de 2024
Dia de eleições
terça-feira, 31 de outubro de 2023
Vai uma "ghost house"?
quinta-feira, 5 de outubro de 2023
Dia do Professor
Porque se faz da luta esperança, mesmo que não se instaure a mudança
quarta-feira, 5 de outubro de 2022
Um dia de muitas razões
domingo, 7 de agosto de 2022
O elogio (que foi o) de ser filho da mãe
quarta-feira, 27 de abril de 2022
Ainda o 25 de abril
terça-feira, 26 de abril de 2022
Gestos simples para grandes causas
segunda-feira, 25 de abril de 2022
Espírito novo (apesar do cinza)
ACINZENTADA MEMÓRIA
sem a rubra cor,
apagou-se o sangue,
secou o vigor?
Da revolução,
a memória fica,
lembrando a canção...,
o povo que grita...,
a arma a dar flor...
Renovado o tempo,
nascida a manhã,
no sopro do vento,
a sã liberdade
vive-se na cidade.
Em dia cinzento,
vejo um monumento:
voam as gaivotas
só no pensamento.
No duro betão,
há ondas de mar
plantadas no chão,
subidas ao ar.
Qual fénix em cinzas,
Esperança, vinhas...
Fica. A vida alindas.
terça-feira, 19 de outubro de 2021
67 anos depois - o reconhecimento oficial
Uma cerimónia e uma homenagem justas para "Um Justo entre as Nações" português.
Um exemplo humano a reconhecer, sem dúvida. Pena que, oficialmente, seja passado tanto tempo e depois de a voz da consciência interior ter sido confrontada com a injusta miséria infligida no final da vida. Como mais vale tarde do que nunca, chegou a devida homenagem, porque se impunha. Não foi no mês do nascimento (julho) nem no da morte (abril) Qualquer outro serve, pois este é um homem para lembrar a todo tempo pelo que fez; pelo testemunho que deu.
Foi este o legado de um homem. Ou melhor, de um Homem; de um Português, que assumiu um ato de consciência excecional: o de que sempre esteve certo (por mais que os poderes do tempo não o apoiassem).
Hoje, precisamente há 81 anos, era lida uma sentença que castigava um justo; hoje, neste mesmo dia, um corpo mantém-se longe da capital, na sua terra de Carregal do Sal (Cabanas de Viriato), enquanto uma lápide evocativa é colocada no Panteão Nacional. Relembra um ser humano que salvou a vida de muitos outros e fez da sua a luta por valores e causas com sentido(s) de Humanidade.
terça-feira, 1 de dezembro de 2020
Da Restauração da Independência Ao Peso De Uma Ausência
quarta-feira, 5 de agosto de 2020
Gramido: a casa branca
Junto ao Douro, no concelho de Gondomar (Valbom), há uma casa histórica.
É a Casa Branca de Gramido, edifício solarengo do século XVIII (1789) com características de um neoclássico rural. Nela ocorreu, em 29 de junho de 1847, a assinatura da Convenção de Gramido, que assinalou o final de uma época de conflitos entre liberais e absolutistas, nomeadamente os que se sucederam às sublevações populares e burguesas conhecidas, respetivamente, como Maria da Fonte e Patuleia.
Ainda durante o século XIX, o espaço foi armazém de cereais, comercializados pelos proprietários «Cazas Brancas» para a atividade da panificação (de Valongo e Avintes, essencialmente). Os grãos de trigo trazidos rio abaixo pelos barcos rabões (de aspeto mais claro do que aqueles que transportavam carvão) eram desembarcados nesse armazém. Por extensão da designação da família proprietária e pela imagem clara dos barcos, popularmente chegou-se à denominação de "Casa Branca".
Convenção de Gramido (1847)
A projeção e imponência visuais do solar duriense, progressivamente ampliado ao longo do século XIX e restaurado quase século e meio depois, revestem-se da importância histórica de que o local é exemplo, com a afirmação da paz após a Guerra Civil da Patuleia. A Convenção, assinada entre comandantes dos exércitos espanhol e britânico (entrados em Portugal ao abrigo da Quádrupla Aliança), mais os representantes da Junta do Porto e as forças do governo mais conservador, selou a derrota dos setembristas (revoltosos) frente aos cartistas (apoiados pela rainha) numa guerra civil que vinha a assolar o país desde a década de vinte e, mais particularmente, nos anos de 1846-1847. Menos de cinco anos depois, a concórdia viria a sofrer algum revés, com a força governamental apoiada por D. Maria II a retirar aos revoltosos poderes e influências em prol de um maior conservadorismo.
A recuperação da casa, depois de uma fase de crescente degradação e de um incêndio que praticamente a abandonou a um estado de desleixo e decadência inevitáveis no século XX, ocorre no período 2005-2006, sendo a inauguração da sua requalificação datada de 31 de maio de 2008.
Marginal do Douro, em Gondomar (Foto VO)
Na marginal do Douro, a Casa Branca de Gramido vigia o curso do rio.



























