sábado, 14 de março de 2009

Poesia, o Mar e Tu

        Perguntava-me uma amiga o que seria da vida sem beleza. 

        Partilhou uma música: o mar e tu.



        Surgiram, então, uns versos.

       O MAR E EU

A mim chegas por insistente conquista.

De mim te afastas sem qualquer temor;
A mim regressas por natureza… teimosia;
Sem mim ficas, por um salmourado amor.

Vejo-te orla dispersa, nesse limite branco
De um azul estendido até ao horizonte,
Ao céu pedindo humildemente a cor.

Banhas meus pés, lembrando-me pecador.
Rendo-me aos caprichos do húmido areal.

Por te ver, fecho os olhos e sorvo teu rumor.
Sem te ouvir, inspiro, recordo esse volátil sal,
Pescado numa lágrima solta, em sofreguidão.

Na pena fico, cheirando-te, vendo-te, ouvindo-te
Sem que haja concha ou búzio na minha mão.

VO
Espinho
Março 2009
    É esta a vida. Quanto à beleza...

3 comentários:

  1. FOI COM GRANDE SURPRESA QUE TE DESCOBRI NA NET. TENHO UM FILHO DISLEXICO E BUSCO TODA A AJUDA POSSÍVEL. NUMA DAS MINHAS BUSCAS, ENCONTREI-TE E FIQUEI MUITO FELIZ POR "REVER" UM AMIGO QUE RELEMBRO COM SAUDADE, QUE TRAZ RECORDAÇÕES DE UM PASSADO JÁ DISTANTE. NOS ENCONTROS COM O AMÉRICO, SOUBE NOTÍCIAS TUAS MAS AGORA POSSO FELICITAR-TE PELO TEU SUCESSO E DEIXO A MINHA AMIZADE. ATÉ UM DIA...

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  2. Vítor,

    Soube ontem da tua/nossa carruagem. Sem ter de comprar bilhete, visitei-a. É bela e útil. Há muitos motivos para entrar e ficar. Fica a saber-se mais sobre a língua e sobre tantas linguagens que nos permitem aceder mais facilmente à maresia.

    Boas viagens, amigo.
    Um grande abraço
    Dolores

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  3. Valha-nos Deus!
    O linguista é poeta:
    sacrifica a norma
    para que uma luz nova
    nos envolva!

    E sabe a mar...
    E é azul a sua pena conquiforme!...

    Bjinhos
    IA

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