sábado, 28 de fevereiro de 2026

Entre a desgraça e a desgraceira

      Assim correm estes tempos. Tão mal!

     Primeiro, acorda-se com notícias de mais um conflito, outro ataque ou nova agressão a um país - o que começa a parecer banal, como se de um jogo estratégico se tratasse. Estratégia até pode ser (a favor de quem se sabe); porém, de jogo nada tem, pela desgraça que resulta para todos.
   Depois, não fosse isto suficiente, lá vem mais uma nota de rodapé / legenda televisiva para a desgraceira dos erros que invadem os olhos dos espectadores / leitores:

Citação de palavras, no mínimo, explosivas... pela construção errada na conjugação do verbo 'haver' 
(com agradecimento pela foto à GR)

    Triste é o desconhecimento de que o verbo 'haver' , enquanto principal, não admite conjugação no plural, inclusivamente com os verbos auxiliares que o acompanham (como é o caso de 'estar', no caso concreto do que se lê no rodapé). 
      Não menos desagradável é a expressão "estar a haver explosões". Sem 'haver', a opção 'acontecer', 'ocorrer' resultaria melhor e já sem problemas no plural de 'estão'.
      Como uma amiga o diz, e bem, "É a loucura!"

     A da guerra, a da língua e a de muitas outras situações que haverá (no singular, sim!) a considerar nos dias de hoje, para desgraça da humanidade.

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