domingo, 8 de fevereiro de 2026

Nada convicto, mas seguro

      Com tantas depressões, anseio por outras estações.

     A primavera e o verão são sempre as preferidas. E quando mudar a hora, deixando para trás a de outono e a de inverno, melhor será.
     Instalada a vontade de mudança, fico-me, para já, com o sentido da esperança. 
   Tal como o diria Pessoa, "Não sei o que o amanhã trará"; ou, então, repito Régio, no final do seu "Cântico Negro": "(...) Não sei por onde vou, / Não sei para onde vou / - Sei que não vou por aí!"
     Há já algum tempo que tenho vindo a expressar uma preferência. Hoje é dia de decisão. 

Cumpra-se o dever com a responsabilidade que se impõe: a de escolher por causa do que não se quer.

     A ideia tem sido a mesma: nada convencido ou convicto da cruz a colocar em ato eletivo; apenas certo da que não vou assinalar. Fico-me pelo seguro (a figura retórica da antonomásia nunca fez tanto sentido), por não querer a desventura (a negação é certa, por ser verdadeira) nem por quem se mostra atacado pela síndrome Calimero.

     O tempo ditará se a escolha foi a devida. Por ora, foi a possível, por não haver outra.

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