quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Acordo tem limites

      A propósito do Acordo Ortográfico, hoje surgiu uma questão a que o dito não se aplica.

      Há frutos que deixam de o ser (se é que alguma vez o foram).

     Q: Olá,Vítor. Tenho uma dúvida de "Acordo". O miúdo na composição escreveu Armação de Pera (e não Pêra), ao qual foi assinalado erro. Ele continua a justificar, com o Acordo, a palavra 'Pera'. Como ele começou logo com o "acordo" incorporado no ADN linguístico percebo a justificação. Andei a pesquisar na net..., mas confesso que, nestes casos, nada melhor que perguntar a quem sabe do assunto. Se puderes dar-me uma ajuda, agradeço. 

     R: Ora viva. O miúdo teria toda a razão se estivéssemos a considerar a peça de fruta. Não é o caso. O Acordo Ortográfico não prevê alterações nas assinaturas legalmente registadas de nomes associados a pessoas (antropónimos), localidades (topónimos), além de marcas, títulos, nomes de sociedades ou firmas comerciais. Daí manter-se a escrita Armação de Pêra, enquanto nome de localidade que os usos e costumes estabilizaram.

     Um dos limites das convenções terá sempre a ver com o que os falantes de uma língua identificam como comummente fixado nos hábitos e costumes. No que às designações dos locais diz respeito, a questão é cultural, histórica e temporalmente marcante; legalmente identificada nos e pelos registos formais produzidos nesses mesmos lugares.

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