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sexta-feira, 22 de abril de 2022

Em vésperas do dia da liberdade

      Hoje foi dia para todos se mostrarem mais bonitos.

     Entre os que hesitaram e os que assumiram a ação libertadora, ficou a nota de que, após deliberação governamental e homologação presidencial, a partir de hoje, já não é obrigatório o uso de máscara nos estabelecimentos de ensino (https://dre.pt/dre/detalhe/decreto-lei/30-e-2022-182432341), segundo o decreto-lei publicado ontem em Diário da República.
    Desta forma, ficaram atestadas condições para se dispensar o uso de máscara no interior dos espaços escolares, não obstante a atenção e os cuidados que ainda interessa garantir face à persistência de algumas condições de infeção (agora consideradas reguláveis, bem diferentes das que vitimizaram muitos daqueles que sofreram o que alguém chamou de "uma gripezinha", em tempos que não o era).
    Têm sido crescentes os sinais de libertação, felizmente! O de hoje foi mais um para a ansiada retoma de uma normalidade a todo o tempo sujeita a avaliação e com a concessão geral que deve pautar comportamentos. Dois anos saturantes, limitadores, em que só os olhos revelavam emoções, passaram a dar lugar a rostos descobertos, ao reconhecimento do que Camões outrora chamou 'gesto' (doce e humilde). Que, hoje, os gestos (temporal e semanticamente distintos) sejam comedidos, para que os rostos se mantenham literalmente "desmascarados".
       Assim se recriou Banksy, a partir do que hoje se vive:

Banksy recriado (do coração desejado à máscara mal-amada)

      Deixá-la voar, essa máscara que não trouxe cor à vida - garantiu-a, é certo, salvaguardando todos de situações bem mais críticas. Que não seja ela o coração original que a menina parece querer agarrar. Bom seria que não retrocedêssemos! Saibamos reconquistar o bem perdido, sem comprometer cuidados que ainda se impõem.

      Possa ser este o passo, o gesto que nos traga alguma sanidade, com liberdade aliada a responsabilidade. Assim o rosto se mostre livre.

sábado, 22 de maio de 2021

Hoje, depois de ontem, com versos de séculos

     Ontem foi o Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento; hoje fica a lembrança da celebração.

      A ocorrência do dia celebrado a 21 de maio, segundo proclamação da Assembleia Geral da ONU há dezanove anos (com a "Declaração Universal da UNESCO sobre a Diversidade Cultural", onde se reconhece esta última como património comum da humanidade), deve repetir-se a cada dia pelo significado que tem para o bem-estar de todos em todos os tempos. 
    Celebrar a diversidade cultural é respeitar e defender valores fundamentais como a liberdade, a democracia, a tolerância, a igualdade, a não discriminação, o respeito pelo estado de direito, os direitos humanos, a solidariedade entre povos, o sentido de paz e de fraternidade harmoniosas.
  Enquanto imperativo ético, no respeito pela dignidade humana e pela aceitação de valores diversos e multiculturais, sublinha-se com esta efeméride a aprendizagem do que é a vivência conjunta, integrada e inclusiva; a luta contra estereótipos culturais, preconceitos e fundamentalismos, num diálogo contínuo enquanto garante de um generalizado desenvolvimento sustentável.
      Assim também o pensou Camões, como o sugere, por exemplo, "Endechas a Bárbara Escrava":

Montagem de imagens e declamação do poema camoniano "Endechas a Bárbara Escrava".

     Uma composição poética contraposta às tendências dominantes dos padrões de beleza num tempo clássico, quando os traços da pele clara e dos cabelos louros se impunham; a singularidade de uma "Pretidão de Amor", de uma negritude que, afinal, não é bárbara (por mais que desta tenha o nome próprio). Assim se marcava a diferença nessa expressão versificatória da corrente tradicional, bem distinta da medida nova (mais superlativizadora do ideal feminino dos "Ondados fios de ouro reluzente"):

Padrões de beleza camoniana bem contrastivos 
("Endechas a Bárbara Escrava" e o soneto "Ondados fios d'ouro reluzente")

    Numa versão musicada por Zeca Afonso e interpretada por Sérgio Godinho, a conhecida trova escrita em redondilha menor progride numa melodia que se vai intensificando na harmonização sonora, sem deixar de sublinhar a excecionalidade da figura retratada.

Interpretação de Sérgio Godinho, para a letra de Camões e a música de Zeca Afonso

     O canto poético quinhentista traduziu um pensamento que se mostra atual, contemporâneo, liberto de preconceitos, feito dessa universalidade revista num "Todos diferentes, todos iguais". Nada melhor para literariamente relembrar o dia que passou.

sábado, 16 de janeiro de 2021

O poder da polissemia e da argumentação

       Nunca a polissemia foi tão argumentativa na mensagem institucional.

       Em tempos com números tão assustadores (nos infetados e nas mortes), há palavras que marcam a sua polissemia, na conjugação com a força impactante da imagem:

A disjunção (ou) não pode ser escolha - tem de ser apelo à vida.

     Proveniente do latim (patiens, -entis), o termo 'paciente' admite realização tanto nominal como adjetival. Seja para significar o que se conforma ou resigna, o que tem paciência, o que tranquila e serenamente aguarda, o que persiste, seja para designar o que padece ou se submete a tratamento médico, bom seria que não significasse aquele que vai sofrer a (pena de) morte.
       Há na publicação institucional uma disjunção ('ou') que não pode dar lugar a escolha ou hipótese. Argumentativamente só pode resultar no convencimento, na persuasão, no apelo à vida.

      Por ora,  a realidade é dura. Fica a esperança de que os tempos venham a ser outros, mais tranquilos, mais serenos, sem a doença nem a morte. A impaciência e o receio andam por aí, mas o valor da vida tem de prevalecer. Fique(m) em casa.

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Internacionalizações

         É o que está a dar!

       Depois do anúncio do "Xmas" pelas rotundas das terras de Espinho, há que pensar na preparação das batatas com bacalhau do Natal.  Está já aí! Se puder poupar uns euros, melhor.
         Vai daí, nada como aproveitar as promoções do momento:

O negócio da batata internacionalizado  (imagem colhida do Facebook)

           Estamos nisto! A sexta-feira negra do português, a bem do negócio e da poupança. Não sei se será um negócio da China, mas tem um "look" muito americanizado. É "fashion"! E uma forma de estar "uptodate"! Influências linguísticas dos tempos que correm.

       Um exemplo de escrita fonética com um toque de internacionalização. A bem do negócio da batata!

terça-feira, 31 de março de 2020

E vão passando os dias

       As línguas têm destas coisas associadas aos dias.

      Com a nova rotina dos dias, ao final de mais de uma quinzena, prossegue o tempo da quarentena.
      Na língua inglesa, há já quem conte os dias naquilo que têm de mais indiferenciado:

A indiferenciação dos dias - só com 'day' (by day)

     É todos os dias o mesmo! Uma monotonia, amaldiçoada por um vírus que teima em não passar.
    Já na língua portuguesa, excetuam-se o sábado e o domingo. De resto, fica tudo "feira" (sem segunda, nem terça, quarta, quinta ou sexta). Talvez por isso algumas pessoas teimem no passeio e nos encontros, sem distanciamentos. Ainda assim, de dia de descanso se trata segundo a etimologia (do latim 'feria, feriae, feriarum', associado a descanso, feriado e férias); não necessariamente uma feira (de vaidades) ou ousadias).

      Fica a "feira" e perdem-se as horas da oração. Os nossos dias da semana parecem mais divertidos, mesmo em tempos de contenção.

domingo, 15 de março de 2020

Beleza natural em tempos críticos

       Apartado do mundo, por uma ameaça que anda por aí à solta, fui ao encontro  do sol, do céu, do mar...

      Quando quase tudo se recolhe, pelo frio e pelo crescente escurecer, vou ao encontro do resto de sol que paira no céu enevoado, a ameaçar chuva.
        Registo, progressivamente, o momento:

Quando ainda o céu fogueava com o sol ensombrado (Foto I - VO)

Quando as nuvens ensombravam a luz do fim de tarde (Foto II - VO)

Quando a luz deu lugar a uma nuvem de ameaçadora chuva (Foto III - VO)

       Hoje, ver o sol ocultando-se numa e noutra nuvem foi como participar num jogo de esconde-esconde, até que, cansado e rendido, esse companheiro do dia se deixou cair num leito oceânico que foi, é e sempre será vida.
        No meio de tanto sinal de desgraça e de arautos do fim do mundo, prefiro as cores e o silêncio naturais, tão multiformes e plásticos, como de pintura feita a traço e guache, à espera de que toda a miséria e todo o infortúnio sequem, para renovação da felicidade na humanidade.
        É tanto  o discurso sinistro, trágico que é imperativo fugir da deprimência. Em tempos críticos, são necessárias alguma serenidade, alguma racionalidade (quem sabe uma nota de sorriso, uma gargalhada), até para poder tomar-se decisões o mais sensatamente possível. Para alarmismo e dramatismo, já bastam os vividos por quem realmente sofre ou trata do problema que o Covid-19 trouxe a todos. A todos, e bem para lá de qualquer país ou de alguém que ache que cantar o hino nacional vale para animar quem quer que seja. Pedissem-me para bater palmas a quem cuida dos que sofrem e fá-lo-ia pela segunda vez, numa varanda para a rua e numa noite como muitas as que têm vindo a invadir o espírito e a vida dos seres humanos. Ainda assim, há que combatê-la(s), ir em frente, na busca da luz que mitigue ou neutralize o medo.

    E, no entanto, ele move-se (o sol); ela também (a terra). Possamos nós acompanhar e testemunhar esses movimentos.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Uma conferência tão atual... na educação

    "Não deixar nenhuma criança para trás" (ou a ironia de um discurso que não deu em ação feliz, apesar da grandeza de princípio).

     Num artigo acerca de "Questões polémicas no debate sobre políticas educativas contemporâneas: o caso da accountability baseada em testes estandardizados e rankings escolares" (publicado na obra Do Currículo à Avaliação, da Avaliação ao Currículo, organizada por Maria Palmira Alves e Jean-Marie De Ketele, com a chancela da Porto Editora), Almerindo Janela Afonso refere o No Child Left Behind Act, do tempo de George W. Bush, salientando como os efeitos de tal normativo se revelaram indesejáveis e bastante insuficientes, ao ser aplicado sem estruturas nem procedimentos consentâneos, nomeadamente com a aplicação de testes estandardizados como forma de verificação do sucesso escolar.
     Sir Ken Robinson, conselheiro internacional de educação com mais de trinta anos de obra publicada, há cerca de seis anos participou num encontro, no qual conferenciou sobre os fatores que contribuem para a evolução e o progresso humanos. Concluiu, também, que a escola tem funcionado ao contrário do que são os conceitos-chave associados a tais fatores (diversidade, curiosidade e criatividade). Conformidade, padronização e testagem, marcando a ação educativa em termos genéricos, estão em desalinho, definitivamente, e refletem uma conceção de escola mecanicista, apriorística nos propósitos e fechada à alternativa.
   A lógica de todos a fazer o mesmo (sem diferenciações), e na cegueira completa face à potencialidade que cada um poderia trazer, é tão rotineiro quanto desmotivante, promovendo condições de insucesso e abandono:

TED 1: Sir Ken Robinson (professor de Artes da Universidade de Warwick)

TED 2-3: Sir Ken Robinson (professor de Artes da Universidade de Warwick)

     A metáfora do Vale da Morte e a exploração das sementes de possibilidade perspetivam-se, no final do excerto, como sentidos de oportunidade e desafio, com a alternativa a assumir-se como realidade visada para prática comum.

    Na ironia que a lei americana representou e que Sir Ken Robinson desconstruiu, diria que há coincidências desconcertantes e interpelantes com o contexto educativo e normativo atual português (num sentido de inclusão que o tempo dirá se não foi mais de exclusão).

domingo, 4 de agosto de 2019

Fundamentalismos tecnológicos

    Num mundo altamente tecnológico...

  Porque a digitalização é preferível à impressão em papel; porque o "pensamento verde" e a sustentabilidade sublinham a importância na redução do consumo de papel; porque já é possível ler sem ser em suporte papel; porque já é possível escrever sem gastar papel; porque é preciso poupar papel (não o poupo eu, até agora, nesta repetição textual tão motivada), não se pense que tal representa a menorização do mesmo. Ele foi, é e será um companheiro do nosso dia-a-dia.

Publicidade inspirada no mais comum da vida
    
     Tão verdadeiro quanto comum ao ser humano. Daí a argumentação publicitária resultar em pleno.
    Por mim, para além do obviamente demonstrado, não resisto definitivamente a ler um jornal ou um livro também em papel. Não há monitor ou tablet que o substituam.

    ... há factos que resultam em argumentos universalmente validados. Necessidades da vida comum que não permitem fundamentalismos.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Conversas reais... destes tempos.

        Um cartoon com muito de verdade.

        São estes os tempos "modernos", com valores muito "seletivos" e poucos agradecimentos.


       Parece ser mais fácil e motivador reclamar. Agradecer, elogiar parecem verbos em desuso. Talvez a natureza conflituosa seja mais característica da nossa condição animal do que propriamente o reconhecimento das qualidades e do bem humanos, bem mais afetivo.

        Eu, porque não gosto de filas, vou continuar a agradecer (mesmo que, por vezes, sinta que devia ser também mais agradecido). 

sábado, 25 de abril de 2015

Um feriado sem sabor...

    Assim acontece sempre que o feriado coincide com um fim de semana.

    Por mais importante que o seja (e é-o!), este é o Dia da Liberdade.
   Celebrá-lo a um sábado sabe a pouco: já nos sentimos libertos (pelo menos, todos aqueles que, por norma, gozam o fim de semana ao sábado e ao domingo). Ainda bem que assim é: sentimento tão ajustado à libertação de um fim de uma semana de trabalho como à de um regime democrático conquistado às mãos de um despotismo que se quer passado (infelizmente, e por vezes, com sinais de presente).
    Num dia em que o país se cobriu de cravos, a flor que adornou a arma da revolução, talvez não fosse de esperar que, passado quarenta e um anos, o descrédito e a desilusão se instalassem, perante uma realidade política que não deixa reabrir a caixa de Pandora (esta só existiu para o mal, sem que lhe seja permitida a revisão narrativa, pela tónica da esperança). E, assim, o desânimo vinga, numa data que tudo teve de contrário. Hoje, o "Nevoeiro" pessoano revive-se. 
    25 de abril começa a dizer pouco, não pelo que se conquistou (que deve manter-se válido e exemplo do caminho a seguir), mas pelo que se fez da democracia.
    Por isso, fazem sentido os versos de Maria Teresa Horta, aqui transcritos a partir do que é dado a ler na sua página oficial do Facebook:

VINTE E CINCO DE ABRIL

Este é um poema
com saudade da festa

Dias de vermelho
de damasco e de riso

Das horas de alegria
e de bandeiras, de cravos
rubros postos no vestido

Este é um poema
feito de memória

Da pressa incontida
no passo corrido

De fala crescida
de prisões abertas, de escrita
liberta descobrindo o sentido

Este é um poema recordando
a mudança, da esperança
e do sonho acontecido

Com palavras 
do corpo e de lembrança

Exigindo o futuro
a promessa e o grito

Este é um poema
cantando 
a liberdade

De lágrimas costuradas
suturando o sorriso

Ousando dizer da ambiguidade
da estranheza do novo
misturado ao antigo

Este é um poema
torneando o avesso

Da luz da madrugada
de uma noz de vidro

Do voo das gaivotas
junto à pele das águas
fazendo do Tejo o seu precipício

Este é um poema
de visitar a História

Da revolução 
o ganho
e também o perdido

Da viagem e do mar
da língua portuguesa
onde na paixão me encontro comigo

Maria Teresa Horta, inédito

     De facto, este é o poema que dá a ler o dia que se quer (re)vivido; esta é a poesia que, de mão dada com a História, faz do passado mensagem de futuro, para nos libertar de um presente que mais parece o "avesso" a tornear.

     Lá virá o dia (já esteve mais longe)! Assim haja força, vontade e coragem para a união dos que, em tempo de escolha, saibam novo rumo encontrar (não apenas nos que, na paixão, se encontrem consigo próprios, mas que também ao outro se consigam dar). 

sábado, 10 de janeiro de 2015

Fanatismo, desunião e violência

      Três dias depois, o pesadelo começa a receber a resposta que devia ter sempre existido.

     O atentado - terrorista no ato, se não o for na dimensão ideológico-político-religiosa (a ver vamos quem o reclamará) - ao jornal Charlie Hebdo é traumático pelas vítimas provocadas; lamentável e perturbador pelos princípios que o possam ter motivado; ofensivo e crítico pelo desrespeito dos ideais atacados, tão marcantes para a história e cultura francesas como para o ocidente europeu (e não só). Os proclamados defensores dos valores de cidadania, de inclusão e integração, aceitação e multiculturalidade, liberdade, igualdade e fraternidade sentiram-se violentados, vitimizados.

Estátua do ardina, na cidade do Porto,
junto à Praça da Liberdade.

      O "Je suis Charlie" surge em todo o local e com qualquer pessoa de bem, numa identidade emotiva e virtuosa não só com a liberdade de expressão mas também com os valores mais universais do ser humano. Falta saber quanto tempo durará esta marca, para não falar de todos os dirigentes políticos que vão embandeirar-se com tal identificação, mesmo sendo capazes de originar outras formas de terrorismo. Valha o facto de se deixarem também consciencializar pelo que possa representar este triste e trágico momento. Era bom que a causa fosse mais persistente, consistente, abrangente. 
   Para amanhã anuncia-se um grande movimento solidário em Paris. Lá estarão os governantes, os partidários dos valores que nos unem, encabeçando uma iniciativa que devia alargar-se ao combate de toda e qualquer forma de terrorismo, nomeadamente a que mais se faz sentir quase todos os dias, afetando a dignidade humana (por decisões excessivas, mais do que contestadas, nos planos político, económico e social).

      Não é livre quem é fanático; não é igual aquele que, na diferença e diversidade, não busca o que nos faça ou possa unir; não é fraterno quem responde a lápis, canetas, palavras e ilustrações humorísticas com armas letais, atos violentos e mortes injustas. Onde estais vós, liberdade, igualdade e fraternidade?

         

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

De 'Feed the world' a 'Heal the world'

      É umas das canções do século XX já com várias versões. E na letra diz que é de Natal.

     Resultando da articulação do (espírito de) Natal com causas sociais, aí está uma melodia ajustada a várias gerações.
   A versão original é do grupo Band Aid, uma comunhão de músicos britânicos e irlandeses organizada em 1984 pelo irlandês Bob Geldof (vocalista dos Boomtown Rats) e pelo escocês Midge Ure (guitarrista dos Ultravox). O objetivo era a obtenção de fundos destinados à causa da fome que vitimava a Etiópia. Assim foi lançado "Do They Know It's Christmas?"


It's Christmas time, and there's no need to be afraid 
At Christmas time, we let in light and we banish shade 
And in our world of plenty, we can spread a smile of joy 
Throw your arms around the world at Christmas time 

But say a prayer to pray for the other ones 
At Christmas time, it's hard, but when you're having fun 
There's a world outside your window 
And it's a world of dread and fear 
Where the only water flowing is the bitter sting of tears 
And the Christmas bells that ring there 
Are the clanging chimes of doom 
Well, tonight, thank God it's them instead of you 

And there won't be snow in Africa this Christmas time 
The greatest gift they'll get this year is life 
Where nothing ever grows, no rain or rivers flow 
Do they know it's Christmas time at all? 

Here's to you, raise a glass for everyone 
Here's to them underneath that burning sun 
Do they know it's Christmas time at all? 

Feed the world 
Feed the world 

Feed the world, let them know it's Christmas time 
And feed the world 
let them know it's Christmas time 
And feed the world 
let them know it's Christmas time 
And feed the world 
let them know it's Christmas time...

    Cinco anos depois, surgiu nova versão com a designada 'Band Aid II', numa continuidade da ação solidária para combater nova onda de fome na Etiópia. Novas vozes deram-se a ouvir, tais como as Bananarama, Cathy Dennis, Jason Donovan, Kevin Godley, Glen Goldsmith, Kylie Minogue, The Pasadenas, Chris Rea, Cliff Richard, Lisa Stansfield, Technotronic e Wet Wet Wet, entre muitos outros:


      Mais quinze anos e aparece nova versão, com a 'Band Aid 20', intentando chamar a atenção para a região de Darfur. 2004 foi o ano para integrar músicos como Daniel Bedingfield, Justin Hawkins (The Darkness), Chris Martin (Coldplay), a par de veteranos como Bono (U2), George Michael e Paul McCartney.


      2014 tem a Band Aid 30:


[One Direction:]
It's Christmas time, there's no need to be afraid
[Ed Sheeran:]
At Christmas time, we let in light and we banish shade
[Rita Ora:]
And in our world of plenty we can spread a smile of joy
[Sam Smith:]
Throw your arms around the world at Christmas time
[Paloma Faith:]
But say a prayer and pray for the other ones
[Emeli Sandé:]
At Christmas time it's hard but while you’re having fun
[Guy Garvey:]
There’s a world outside your window and it’s a world of dread and fear
[Dan Smith:]
Where a kiss of love can kill you
[Angelique Kidjo:]
Where there’s death in every tear
[Chris Martin:]
And the Christmas bells that ring there are the clanging chimes of doom
[Bono:]
Well, tonight we’re reaching out and touching you

[Seal:]
Bring peace and joy this Christmas to West Africa
[Ellie Goulding:]
A song of hope where there’s no hope tonight
[Sinéad O'Connor:]
Why is comfort to be feared, why is to touch to be scared?
[Bono:]
How can they know it’s Christmas time at all?

[One Direction:]
Here’s to you
[Olly Murs:]
Raise a glass to everyone
[Bastille:]
Here’s to them
[Sam Smith:]
And all there is to come
[Rita Ora:]
Can they know it’s Christmas time at all?
[All:]
Heal the world
Let them know it’s Christmas time again

    Uma nova letra, com outra roupagem melodiosa para um velho êxito musical; com vozes que - ora vindas do passado (Bono participou já na primeira versão) ora afirmadas no presente (One Direction, Rita Ora, Ellie Goulding, Seal, Sinéad O'Connor, entre outros) - dão novo grito ao "Feed the world". São estes os "Band Aid 30", desta feita voltados para uma epidemia mais atual: a do Ébola.

     Boas razões haveria se não houvesse nova versão para esta canção. Assim seria mais Natal.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Uma nova estrela.

      Depois das estrelinhas recolhidas do mar, desta feita foi-me atribuída uma grande estrela.

   Prestes a terminar um período letivo, fui honradamente condecorado com uma estrela produzida à pressa (disseram-me), mas com a qualidade distintiva e merecida de uma mais que ponderada estrela Michelin. E como não há "chef" do ano que sobreviva a tudo sozinho, tinha ao lado a "funcionária do mês", com outro exemplar tão primorosamente concebido e tão provocador da boa disposição de quem nos via com a condição, espetada ao peito, de 'garçon' e 'garçonette', em pleno exercício de serviço de cafetaria.
      Claro que há que sublinhar as diferenças: eu, "do ano", ora pois então. Como alguém o apontou, e bem, tudo em conformidade com o sexismo que se impõe: o ano e a posição de 'chef' para o masculino; o mês e o estatuto de funcionária para o feminino.
    Com duas estrelas na copa, muitas outras ficaram por dourar: todas aquelas que ajudam num projeto tão caro à escola - o Bar Solidário - e que alguém, certo dia, teve a ideia de partilhar e testemunhar, dando corpo ao manifesto. Hoje, com uma simples maquinazinha da Buondi, cumpre-se plenamente o pedido de cafezinho, pingo, meia de leite, descafeinado, a que acrescentamos sempre o molete, papo seco ou vulgar pão, com queijo, manteiga, fiambre e/ou marmelada, conforme as combinações desejadas (sem esquecer o requintado pãozinho de nozes que, à sexta-feira, a nossa prestimosa "funcionária do mês" nos oferta).
    Todavia, além destas figuras, e desde o início, muitas outras há a merecer o estrelato, inclusivamente todas aquelas que reagiram muito galhofadamente à entrega destes 'galardões' e se assumiram logo como "gatas borralheiras". Que seria da história sem elas? Não existiria, por certo. 
    Há quem diga que o atendimento é 5 estrelas, de meter inveja a qualquer Clooney (que está para descobrir, saber o verdadeiro sabor do café da ESG, na sala de professores). Ainda assim, a constelação é bem mais real e visível no facto de, em cerca de três meses, todos estarmos prestes a atingir a quantia de dois mil euros, para auxiliar uma família que viu a sua estrelinha um pouco mais apagada no brilho que irradiava.


     Entre os muitos que ajudam e os outros tantos que consomem, contribuem e dão razão a tudo isto, há que agradecer o gesto. É fácil ser 'Chef' e ser 'Funcionária(o)', quando há uma causa grande (a da Maria do Céu) e muitos colegas espetaculares, solidarizados no espírito e nos atos para que tudo corra pelo melhor. Além disto, dá-se sempre utilidade a um espaço morto de uma escola "nova", restaurada e disfuncional, que se vai ajustando e procurando sentidos para manter a vida e a esperança.

      Na brincadeira em que tudo isto resultou, houve um dia de escola para lembrar.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Generosidade de quem dá e para quem dá mais

   Voltando à causa da Maria, sem nunca a deixar de considerar.

    Depois de encontros, de serões, de atividades e momentos solidários, coloca-se em rede virtual mais uma iniciativa para uma causa mais do que justa e urgente, a bem do conforto possível que se possa facultar à Maria do Céu.
    Na sequência da generosíssima oferta do Sr. Fernando Neves, temos um quadro para leiloar - "Encontro de planetas - III" (óleo, com 70X50 cm):

Encontro de Planetas- III, de Fernando Neves (foto VO)

    Trata-se de uma obra que esteve exposta nos 25 anos de iniciativas com artesãos e artistas de Gondomar - ARGO (Festas do Concelho 2014) e figura no respetivo catálogo de divulgação, onde constam nomes como Albertino Valadares, Aurélio Mesquita, Aurora Rodrigues, Hélder Mau, João Ferreira, Linda Correia, Manuel Lima, Zulmiro de Carvalho, entre outros.
   Quem der mais receberá a tela. A generosidade concedida não se fez acompanhar de base de licitação. Começo eu: por cinquenta euros o óleo é meu e já tenho parede para o colocar. A todo o tempo será divulgada a oferta maior, a fazer até ao último dia de fevereiro.

Montagem: imagens do catálogo da Exposição da Associação de Artistas de Gondomar (2014).

    Que este seja o passo primeiro para uma quantia que se quer tão grande quanto a causa que nos move. À imagem de cada um de nós como planeta, fica o voto de que cumpramos o "encontro de planetas", no maior número possível para alimentar a esperança.

     À espera do futuro e dos que contribuírem para a causa, a última palavra só pode ser para o agradecimento mais do que reconhecido ao Sr. Fernando Neves e a firme vontade de que se consiga também valorizar um trabalho que em tudo merece também pelo gesto assumido. Muito obrigado.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

És mulher...

     O dia foi intenso, na alegria que se cruza com a dor.

    É difícil aceitar o que a injustiça impõe. Mais uma razão para viver com a vontade de imaginar, ultrapassando os limites que nos prendem à condição de sofrer.


ÉS MULHER...

Disseram que não eras mais bebé,
com o amor de quem te vê mulher...
Tudo mudou. Ficou a mesma fé,
devoção de um grato pai que te quer

presente; de dois irmãos que te mimam;
de uma mãe que, chorando, te tem viva.
Estiveram os amigos que te estimam,
os familiares que te querem... Diga

o tempo o que disser, "Já és mulher!"
Estejas como estiveres, onde puder
ser, haverá anos a celebrar:

'Parabéns a você' há de soar,
contido - mas sentido -, por haver
mágoa pelo que te fizeram perder.


    Pessoa escreveu "quem dera / Volver a sê-lo!", pensando no que pudera ter sido. Noutros casos, diria que era bom volver ao que (já) se foi. Na impossibilidade, que se seja! Além de tudo, há sempre os que se acham de si partidos e que podem (re)descobrir a existência dos que são ou estão pelo que muitos querem. 

     Eis a prova da esperança do querer, misturado com a força do crer.

sábado, 29 de março de 2014

Regresso ao "Unidos por Mary"

      Continuando as iniciativas que animam a vida. Juntos vamos conseguir.

     E depois da festa dos loucos anos oitenta (mais a venda de cookies, chocolates e outras doçuras) na ESG, chega a vez da "árvore da vida".

Imagem colhida e partilhada a partir de uma página do Facebook

    Hélder Silva e Paulo Lopes fabricaram e generosamente ofereceram muitas (em prata dourada) para a "nossa" querida Mary (Maria João), que vai pela terceira vez à Alemanha para (nos) fortalecer a esperança.
    Depois de uma edição bem sucedida, uma outra está já a ser preparada. Com "5 Unidos por Mary", temos todos a oportunidade de dar a mão a quem precisa de nós.
    Aos que já contribuíram, impõe-se o agradecimento pela generosa solidariedade demonstrada; aos restantes, toca a reUNIR para que a pequenina Árvore da Vida cresça cada vez mais forte.

    Quem estiver interessado basta contactar(-me), que tudo será feito para bem da reUNIÃO.

domingo, 2 de março de 2014

Fomos muitos, somos mais... entre iguais

     ... para os demais fica o texto do vivido e do(s) sentido(s).

     As palavras da minha colega Ivone Rebelo - amiga do seu amigo, força positiva e inspiradora dos que com ela convivem - traduzem na perfeição o que foi a especialíssima noite de sexta-feira. Por isso, pedida a autorização, partilho o balanço dessa onda que se deu a ver no mar dos "Unidos por Mary":
Fotos das mesas de sobremesas 
(DG in Mariana)
   A festa de ontem? Divertida, Carinhosa, Saborosa, Espirituosa, Reveladora. Numa palavra: Perfeita!
    Mesas bonitas, bem decoradas, entradas cheirosas, deliciosas, sopa de nabos - uma perfeição -, papas de sarabulho - uma perdição -, rojões à Norte - como só o Norte sabe fazer -, sobremesas pecaminosas, bebidas espirituosas.
   Agora juntem a tudo isto pestanas imensas e palpitantes, olhos azuis escondidos atrás de óculos estrábicos; cabeleiras estonteantes e de cores mirabolantes, lisas, encaracoladas em carapinha, ou prateadas; lenços entrelaçados que só mãos hábeis sabem cumprir , máscaras coloridas com purpurinas. A alegria dos adultos e a delícia da pequenada.
   E veio a dama antiga e o seu pajem, até o CR7 não faltou, bem como a atrevida vestida de “napita”. Mas a revelação da noite foi o homem da camisa havaiana. Meia aberta a fazer adivinhar peito farto, olhar nunca revelado, escondido em “ vidros fumados” e muitos, muitos papagaios envoltos em floresta virgem! HOT and SEXY! No dizer dos nossos alunos, À Rei! À Boss! “ O Maior”! Não Vacila!
    Rei da noite. E, no olhar da primeira mulher, D. Eva, também rainha, por momentos confundiu-se este verdadeiro exemplar do “ macho latino” com uma madona! Fenómeno só explicável pela sedosa cabeleira que transportava.
    E foi lavar muito prato e muito copo, e foi fazer sangria, e foi cozinhar, e foi servir às mesas, e foi pôr tudo direitinho, e foi muito flash, e foi muito riso com pouco siso, e foi muita amizade e foi muita conversa, e foi matar saudades, e foi abraçar amigos, e foi trabalho em equipa, e foi… e fomos todos Um SÓ!
Viva a ESG!
Feliz Carnaval!
Ivone

      Não se espante o leitor com a animação descrita: são muitos dias com perguntas silenciadas, na espera e na crença da esperança; é uma causa que precisa de todo o apoio que puder ser facultado (ver no facebook a página "Unidos por Mary"); são pessoas que dizem muito e merecedoras da humanidade que sempre demonstraram.

      Por momentos destes e por saber que há muitos a coordenar ações e a participar nas emoções: viva a ESG!

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Unido(s) por Mary... all together now!

     Com algum Carnaval, mas para uma causa grande.

    Entre as várias iniciativas que estão a ser levadas a cabo no âmbito de "Unidos por Mary", a Escola Secundária de Gondomar dinamizou um jantar dedicado à "Loucura dos Anos 80".  Os anos oitenta já lá foram e os oitenta anos estão a aproximar-se... Restou a loucura!


    Com uma adesão significativa, muitos foram os que deram mais um passo pela causa (professores, assistentes operacionais e pessoal administrativo). Partilhar animação, alegria, risos e união é a melhor resposta a dar. E em espírito saudável e divertido é possível trazer algum raio de sol à noite que nos uniu.
     Cumpriu-se uma onda no mar.

     É preciso acreditar e há quem mereça tanta crença. All together now!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Uma estrela que ninguém (devia) quer(er)

      Nem sempre os títulos dizem tudo dos textos.

      Mais uma razão para ler o todo, pois a parte pode ser enganadoramente brilhante. E, como diz o povo, "Nem tudo o que (re)luz é ouro". 
      Isso mesmo nos canta Áurea, que se associou à Amnistia Internacional Portugal, para, com a sua música e voz, ajudar na denúncia de uma das situações que mais fere, viola os Direitos Humanos: a do tráfico de seres humanos.
       Caso para dizer que há "false shining stars":


The Star

It's a quarter past nine
And I'm ready to depart
My heart gets colder
My soul empty and dark
It's time to draw a blank
Over my and expectations
Just play the role
Carry on with no denial

Maybe there's a chance
To step out and run away
Or maybe nothing else
Besides anguish and despair
'cause years went by
Since i multiplied my own name
So here i am now
Your fantasy
False shining star

I'll fake you love and glory
Be the star in your story
I'm all you deserve
And quietly serve
Desires and whims
That you dream

Tonight, look at me smiling
While you reign and dictate all the rules
If you could just be able
To grasp beyond what you see
But why would you care
If you have me, your possession
So here i am now
Your fantasy
False shining star

I will lie to please your fiction
Playing my role accurately
All desires with fire
All secrets with velvet
I'll be who you want me to be
But you see the point is while you lust
My heart is bleeding
I will cry, I will scream, I will roar

I will lie to please your fiction
But i'll never be yours

     Com Áurea, pode dizer-se que se está perante uma "real shining star", tanto nos arranjos discográficos como nos espetáculos de rua. 
      Também nas causas a que se junta. É artista de voz cheia e produção entusiasta.

      Um caso áureo, esta Áurea da música portuguesa cantada em inglês.

domingo, 3 de junho de 2012

Por uma boa razão...

     O que faz mover é muitas vezes uma força espiritual, capaz de nos afirmar como humanos (melhores e maiores).

     Assim se constrói a humanidade pelo que de melhor tem.
   A ideia surgida (qual pensamento, sonho ou espírito) materializou-se, sem que o físico (motivado pela vontade) se deixasse vencer. Muitas pessoas, muitas vontades, unidas num só objetivo: a luta por uma causa, pela solidariedade, pela fraternidade para com um ser humano.


     Em Gondomar (terra tantas vezes falada e conhecida - nem sempre pelos bons motivos) há razões para acreditar em sucessos que não precisam de ser traduzidos nem reduzidos a números. E, se o forem, será pelo propósito que faz da união força, ideia, mensagem; luta por uma condição humana melhor, ânimo para uma lutadora que deve saber que há quem nela deposita fé, coragem, vontade, esperança.
     Está aqui um bom motivo para lembrar Gondomar, para agradecer a quem teve a ideia e a concretizou. Nisto, acontecido num tempo e num espaço, não deveria haver datas nem distâncias; se as há, que se saiba que também há quem as consegue contornar com o melhor dos intentos.
   Este apontamento é para elas (as entidades, as pessoas, as caras que deram cara à causa) que muitos dias trabalharam para que a manhã de hoje fosse mais brilhante, independentemente da presença do sol; e, especialmente, para quem à distância de longos quilómetros tem de saber, ver e ter - nesta força viva - a consciência de que "os homens são anjos nascidos sem asas" (e que, por vezes, as sabem construir com o que de melhor têm, para ver e voar mais alto); de que "É portanto a vontade dos homens que segura as estrelas" (no que estas possam abrilhantar, mesmo no que há de mais escuro nesta vida).
    Cumpram-se a vontade e a luta, pelo que de mais educativo e maior compromisso revelam num projeto que teve o maior dos sucessos e se quer repetido a quem foi destinado.

    Uma boa causa para ser notícia, reportagem, crónica de qualquer meio de comunicação social. Contudo, se não o for, fica esta nota para um acontecimento feito de afetos, de realização e cumprimento, de reconhecimento, de satisfação pelo conseguido - prémios tão imateriais quanto a ideia que lhes esteve/está na origem. O resto será o tempo a dizer...