A próxima leitura surge por um gesto de gratidão.
Vários motivos podiam estar na base desta escolha: a presença do autor numa dinâmica da escola, à qual lamentavelmente tive de faltar; uma lista de três obras do mesmo, na estante, à espera de vez; o reconhecimento que o escritor tem vindo a merecer nacional e internacionalmente.
Um outro, maior, sobressai: a oferta feita num momento especial da vida, à hora de uma despedida sem partida. Sem necessidade de justificação, mas "just because". Ficaram as palavras gravadas na memória desse momento: "Só porque... findou o mandato, não significa que deixe o lugar que conquistou nos nossos corações! Obrigada por tudo, pelo respeito, carinho e amizade que sempre nos dedicou."
Estão comigo. Na vida, no exercício profissional, na leitura e no afeto.
Entre o muito que lhes devo, nestes tempos em que "estamos todos tão ocupados de nada" (como o afirma o cineasta Miguel Gonçalves Mendes no prefácio), motivo a leitura pela aproximação a um título que, dizem, lhes fez lembrar a minha pessoa.
Estão comigo. Na vida, no exercício profissional, na leitura e no afeto.
Entre o muito que lhes devo, nestes tempos em que "estamos todos tão ocupados de nada" (como o afirma o cineasta Miguel Gonçalves Mendes no prefácio), motivo a leitura pela aproximação a um título que, dizem, lhes fez lembrar a minha pessoa.
Serei homem imprudentemente poético? Veremos o que a obra me trará.
Na epígrafe, lê-se "Chieko descobriu as violetas que floresciam no velho tronco do carvalho. «Floriram também este ano.» Com estas palavras foi ao encontro da doce Primavera" (Yasunari Kawabata, Kyoto). Sei que estamos no verão. Do outono ao inverno, há caminho a cumprir. Se a primavera vai ser doce, por ora desconheço. O tempo, o da leitura ou outro, confirmará ou infirmará a doçura da estação. O caminho faço-o na consciência do que sempre recebi: empenho, compromisso, disponibilidade, colaboração, dedicação. Entre sufocos e sorrisos, estivemos juntos.
Na epígrafe, lê-se "Chieko descobriu as violetas que floresciam no velho tronco do carvalho. «Floriram também este ano.» Com estas palavras foi ao encontro da doce Primavera" (Yasunari Kawabata, Kyoto). Sei que estamos no verão. Do outono ao inverno, há caminho a cumprir. Se a primavera vai ser doce, por ora desconheço. O tempo, o da leitura ou outro, confirmará ou infirmará a doçura da estação. O caminho faço-o na consciência do que sempre recebi: empenho, compromisso, disponibilidade, colaboração, dedicação. Entre sufocos e sorrisos, estivemos juntos.
Nesta hora, deixo a voz para as primeiras palavras, frases da primeira parte do romance ("A origem do sol"), com a apresentação de "Itaro, o artesão":
Uma oferta para leitura partilhada, com voz (Montagem VO)
Há algo de visionário na mensagem lida / partilhada, ainda que o perigo da cegueira seja evidente. Prova de que um (o visionarismo) não é impedido pela outra (a cegueira), ou que esta se sobreponha àquele.
Começamos bem, na leitura; continuamos juntos, no agrupamento e nos serviços que nos unem. Muito obrigado a todos(as), por bons anos (quatro para uns, três para outros, dois, um ou nem isso para alguns) partilhados, mais tudo aquilo que possa vir a ser.

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