quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Piadas homofónicas

     Pena que alguns não percebam que a piada também pode resultar de um jogo linguístico.

    Mostraram-me hoje uma imagem que circula pelo Facebook, na qual aparece um diálogo com "um erro". 
    Quando pedi a explicação, até fiquei satisfeito pelo facto de terem detetado como 'conserto' (no sentido de correção, arranjo, remendo, reparação) se escreve com 's' ou como esse verbo tinha um 'e' de som diferente (aberto) do nome 'concerto' (fechado). Tive pena, porém, que não fossem um pouco mais longe:


    À falta de melhor, conduzi os denunciadores desta "prevaricação" linguística para uma consulta no Google e pedi-lhes que pesquisassem sobre o autor indicado: Zack Magiezi. "Deve ser italiano", diziam uns. "Não! Zack é inglês", corrigiam (?) outros. Descobriram que era brasileiro, nascido em São Paulo, e autor de uma página de Facebook (Estranheirismo), além de poemas e criações literárias. Com os dados da autoria e da escrita, instalou-se a dúvida: "E um autor dá erros?" Lá acrescentei que até pode(ria) dar, mas a verdade do conhecimento dominado estava no parêntesis final.
     Surgiu, então, o comentário: "Pronto! É uma piada inteligente!"

     Acrescentei: "Uma verdadeira piada homofónica". Descobriram, então, que devem ler o texto até ao fim, inclusive os parêntesis (que não são tão secundários ou pouco essenciais quanto alguns os querem fazer ser), para distinguir os jogos com base na homofonia do desconhecimento / erro linguístico. Ficaram, por fim, de me trazer um erro de língua a valer.

Sem comentários:

Publicar um comentário