segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Há 69 anos... uma libertação

      Passaram muitos anos. Talvez não sejam ainda os de toda uma vida, atendendo à esperança média que dela se faz.

    Muitos foram aqueles que não sobreviveram para contar os anos hoje representados face à data de libertação dos campos de concentração nazi (graças à intervenção das tropas soviéticas em Auschwitz-Birkenau).
    Das vítimas fatalmente liquidadas àqueles que traumaticamente sobreviveram, é possível respeitar e render o justo pensamento de que nem o trabalho liberta ("Arbeit macht frei" era o que se lia à entrada de muitos campos de concentração) nem o ser humano pode ser racional, seja quando oprime ou elimina outros seja quando passa por uma experiência não escolhida, humilhante, indigna, tortuosa, aniquiladora.
  Ser um, escolher uma das figuras da tela é o que nos aproxima do grotesco e do infâme; identificarmo-nos com uma das personagens e pormo-nos na posição dela, enfrentando o insuportável, é o que nos permite a ilusão.


Imagens do filme 'A lista de Schindler', de Steven Spielberg (1993)
Compacto: https://www.dropbox.com/s/1shszj4aeyxwv6t/AlistaDeSchindlerCOMPACTO.WMV
(selecionar o endereço e clicar no selecionado com o botão esquerdo do rato - Ir para...)

      Ficção inspirada na realidade; lamento de que, no século XXI, se recuperem alguns dos discursos, das situações, dos medos, dos temperamentos humanos que mais deviam envergonhar toda a humanidade.
     Lembrança, também, para alguns Justos entre as Nações (o alemão Oskar Schindler, o cônsul português Aristides Sousa Mendes, o brasileiro Luís Martins de Sousa Dantas, o espanhol Ángel Sanz Briz, só para citar alguns), que souberam agir quando algumas instituições preferiram silenciar-se perante as atrocidades vividas, por uns, assistidas, por outros.

     Hoje, a lembrança de um ontem que não pode ser esquecido, mesmo quando ele nos é apresentado como crise a ultrapassar como se de um jogo se tratasse.

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