quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Supervisão... em formação

       Chegou hoje ao fim a formação em supervisão.

      Anunciada a experiência, passaram as 35 horas (quinze das quais presenciais) de uma oficina de formação que teve a vantagem de criar dinâmicas supervisivas, na escola.
      Hoje o dia foi dedicado à apresentação dos trabalhos e à discussão de conclusões (virtudes e constrangimentos associados aos esquemas de ação construídos).
   Em registo de balanço, depois das experiências discutidas, lembrei-me do deus romano Jano e de como um esquema supervisivo joga com os dois rostos da cabeça divina. 
     Ao rosto juvenil do deus, associa-se-lhe a função de aprendizagem, relacionada com uma prática de formação cuja finalidade é a de encetar a reflexão sobre os valores, as crenças epistémicas, as representações que condicionam a aprendizagem dos professores. A juventude plasmada no rosto da divindade significa, também, a facilidade e a recetividade aos outros, permitindo ver a possível desconstrução de uma relação hierárquica entre supervisor e supervisionado, não obstante os constrangimentos na perceção do processo supervisivo no prisma de quem observa e de quem é observado.
     É grande a tendência para se deslizar para um sentido de avaliação, mais associado ao rosto envelhecido que Jano também dá a ver: a face daquele que, pela experiência e/ou pelo já vivido, faz juízos de valor e que intervém sempre a posteriori, com o distanciamento que a situação de execução nem sempre permite.
      Saiba ver-se na avaliação a oportunidade e as potencialidades para se fazer melhor, se destacar as vantagens, as virtudes e os benefícios; se confrontar com o que há de mais (re)construtivo. 

       Desta forma, a dupla face de Jano constituirá a virtude que a supervisão admite: caminhar no sentido do desenvolvimento, no âmbito mais ou menos alargado de uma organização educativa, feita de pessoas e para pessoas que podem progredir.

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