domingo, 15 de dezembro de 2013

Prefiro o fim

   Preferência estranha, dirão alguns, mesmo que haja fins para todos os gostos: das finalidades às extremidades, da morte ao alvo.

   Fico-me pelo antónimo do começo. A preferência, por escura e escusa que seja é mais brilhante do que a por vezes anunciada ou publicitada. Vem tudo isto a propósito de um catálogo de tupperware (outono / inverno de 2013) que dá a ler o seguinte:


   Não há brilho nem melhoria que aguentem tamanho erro. Confundir o nome (início) com uma forma verbal de 'iniciar' (inicio) devia dar lugar a reclamação e a pedido de reembolso. Pode ser um simples acento gráfico em falta, mas, na língua portuguesa, ele é bem distintivo para as classes de palavras e para o modo de se escrever bem. 

    É por estas e por outras que digo aos meus alunos que não se pode confundir 'fábrica' com 'fabrica','média' com 'media', 'polícia' com 'policia' nem 'cópia' com 'copia'. Coitado desse réptil anfíbio parecido com a tartaruga se não levasse o devido acento !

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