sábado, 25 de abril de 2009

Quando ter é estar

      Bem que podia ser um texto escrito por um(a) aluno(a)...

    Não fosse o facto de se tratar de um texto apresentado numa revista semanal, bem que parece uma daquelas produções em que muitos alunos transpõem, da oralidade para o escrito, o modo como falam (mal):


Digitalizado a partir de revista de imprensa semanal, editada para o período 24-30/04/09

      Entre os erros mais frequentemente cometidos, a confusão entre 'estivesse vivo' e 'tivesse vivo' é um sinal da perda da integridade do verbo auxiliar, numa redução silábica inicial que a oralidade não formal cumpre por várias razões (economia articulatória, despreocupação maior com a correcção da língua, registo socialmente identificado com uma classe de falantes que tende a neutralizar a oposição 'ter' / 'estar', entre outras). Quando passa a escrito, e em meios de difusão de massa, a avaliação é feita noutros termos (considerando, nomeadamente, as condições que a mediação do suporte escrito permite, por oposição ao meio oral).

     Efeitos de imediatismo telenovelesco... a evitar.

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