quarta-feira, 8 de julho de 2026

Regresso à escola (que ainda é minha) em tempo de pausa letiva!

    A propósito da participação nas X Jornadas Pedagógicas, no Agrupamento de Escolas nº1 de Gondomar.

    A convite da Diretora do Agrupamento (Dr.ª Lília Santos), tive a oportunidade de regressar àquela escola que, na minha vida profissional, quase por certo, irá abarcar o maior número de anos em exercício e identidade docente. Marca-se também aquele espaço por emoções e vivências enriquecedoras. Há treze anos que dele saí, em termos de quadro docente efetivo, mas a ele vou regressando, para trabalho como formador, sempre tomado do sentido tanto colaborativo como afetivo.
     Foi um dia preenchido por dinâmicas de formação, tendo sido dinamizados dois workshops: Do Ensino às Aprendizagens (Parte I e II): reflexões sobre práticas pedagógicas. A incidência dos trabalhos, e em jeito de sinopse, assentou em reflexões / demonstrações / simulações com foco em práticas interativas, oficinais, de consciencialização de aprendizagens e de dimensão avaliativa pedagógica (eminentemente formativa).
    Começou-se por discutir o que é aprender, a questão do paradigma das competências revisto nos documentos curriculares em curso (nomeadamente, o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória [PASEO]), das relações entre competências e conhecimentos, dos pressupostos e das implicações focados na aprendizagem por competências, dos modelos de ensino orientados para as competências.
Demonstrações de participação nas X Jornadas Pedagógicas da AEG1 (montagem VO)

     Prosseguiu-se com o que possa associar-se à qualidade das aprendizagens, nessa clara orientação que configura, entre as práticas pedagógicas, a própria dimensão da avaliação. Abordou-se a necessidade de definir / selecionar critérios avaliativos, de construir descritores e de os distinguir segundo níveis de desempenho. Caminhou-se, portanto, no entendimento da avaliação para as aprendizagens (e não delas), da natureza pedagógica da própria avaliação (ao serviço da monitorização e regulação, numa perspetiva eminentemente formativa).
       Exemplificados alguns procedimentos, refletidas algumas demonstrações, partilharam-se também alguns instrumentos e dispositivos relacionados com a dinamização de projetos (por exemplo, cidadania e desenvolvimento) e a ativação de competências transversais (nomeadamente, a participação / interação orais em contexto de aula).
       
       Cerca de cinco horas formando, mais uma ou duas convivendo e lembrando momentos em que o espaço e as pessoas fizeram o afã de muitos dos meus dias (meses e anos). No final, ficam o balanço positivo e a nota de gratidão mútua, pela formação e pelo(s) (re)encontro(s) de boa memória.

Sem comentários:

Enviar um comentário