Tenho outras questões sobre didactização dos deícticos, mas ficam para outra altura...
Espera . Procura . Encontros, Desencontros e Reencontros . Passagem com muitas Viagens . Angústias e Alegrias . Saberes e Vivências . Partilhas e Confidências . Amizades sem fim
sábado, 14 de março de 2009
Mais um desafio linguístico... com uma pitada de literatura
Tenho outras questões sobre didactização dos deícticos, mas ficam para outra altura...
segunda-feira, 9 de março de 2009
Poesia, Som e Pessoa(s)
Relembrei uma aula, feita de múltiplas vozes, poesia, som e Pessoa.
Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a Terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,
E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.
Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!
Fernando Pessoa ([1934] 2004), in Mensagem
E chamou-se a isto, a esta troca de artistas entre Portugal e Brasil, "Projecto Atlântico" - o oceano, o mar baptismal do "Quinto Império".
domingo, 8 de março de 2009
Mais dúvidas-desafios linguísticos
sábado, 7 de março de 2009
Outra dúvida-desafio linguístico (iii)
Q: Como classificar o verbo 'andar' nas frases
1 - Eles andam tristes.
2 - Eles andam depressa.
Em 1, o verbo é predicativo (copulativo), certo?
Em 2, o verbo é intransitivo, certo?
R: O verbo ‘andar’, em ambas as frases, pode apresentar comportamentos sintáctico-semânticos distintos.
Se o interpretar como verbo de movimento nos dois cenários, aparecem realizações intransitivas do verbo ‘andar’, que se encontra modificado por ‘tristes’ (um adjectivo com valor de advérbio, sinónimo de ‘andam tristemente’) ou por ‘depressa’ (um advérbio).
Há, porém, a possibilidade de se interpretar a primeira frase como tendo uma ocorrência de ‘andar’ não como verbo de movimento, mas como realização muito próxima de um verbo copulativo, tomando-se ‘andar’ na acepção de caracterizar alguém / algo com a qualidade, o estado, a condição de X (andam tristes = estão tristes). Neste último caso, “tristes” funciona como predicativo do sujeito.
Só uma contextualização mais precisa em função da realização do enunciado, da intencionalidade comunicativa visada ou da configuração co-textual permitirá entender qual das interpretações se associa a 1.
Uma boa razão para se trabalhar a gramática em contexto.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Poesia, Som e Fado
É som para escutar...
Música para embalar
E vida para compreender.
Adeus ó minha gente
Vou fazer-me à dura estrada
Minh'alma ardentemente
Quer erguer-se e está prostrada;
Longe está meu horizonte
Uma luz resta-me ao longe
Qual fogueira em alto monte
Adeus ó minha gente
A quem vejo arrependidos
As mãos que me negaram
Já mas deram como amigos;
Mas dentro de mim arde
Um sossego abrasador
Do Alentejo em fim de tarde
Adeus ó minha gente
Venham ver-me à despedida
Nasci no lado errado
No lado errado da vida;
Partindo fico ausente
Nem memória vou guardar
Ai adeus ó minha gente
quinta-feira, 5 de março de 2009
Outra dúvida-desafio linguístico (ii)
Q: Neste momento, precisávamos de ajuda urgente relativamente ao processo de formação de palavras.
1.desalinhar-des+alinh+a+r
2. desgrenhada-des+grenh+a+da
3. envelhecido-en+velh+e+cido
4. inundação-inund+a+ção
É PARASSINTETISMO?
2. desalinhar,desgrenhada,envelhecido e inundação é parassintetismo ou infixação acompanhada de sufixação?
3. impossibilidade é uma palavra derivada só por prefixação?
ES X EAR (ex.: ESverdEAR)
ES X EJAR (ex.: ESbracEJAR)
A X ECER (ex.: ApodrECER)
A X AR (ex.: ApadrinhAR)
EN X ECER (ex.: ENdoidECER)
ES X ECER (ex.: ESclarECER)
EN X AR (ex.: ENgordAR)
A X IZAR (ex.: AterrorIZAR)
EN X IZAR (ex.: ENcolerIZAR)
quarta-feira, 4 de março de 2009
Outra dúvida-desafio linguístico (i)
terça-feira, 3 de março de 2009
É doce morrer no mar
Entre a descoberta do poema e da música, ficou o cruzamento de crenças, culturas e saberes que nos aproximam.
Morrer No Mar
A noite que ele não veio foi
foi de tristeza para mim
saveiro voltou sozinho
triste noite foi para mim
É doce morrer no mar
nas ondas verdes do mar
Saveiro partiu de noite e foi
madrugada não voltou
o marinheiro bonito
sereia do mar levou
Nas ondas verdes do mar meu bem
ele se foi afogar
fez sua cama de noivo
no colo de Iemanjá
É doce morrer no mar
nas ondas verdes do mar
segunda-feira, 2 de março de 2009
Encontro ASA (28/02/2009)
Carlos Reis
Novos programas de língua portuguesa vão adaptar-se às tecnologias
28.02.2009 - 14h44 Lusa

Segundo Carlos Reis, a escola "estar atenta" não significa "reprimir, ignorar ou proibir", mas sim "saber trabalhar com isso de forma criteriosa, ou seja, julgando, avaliando e hierarquizando as coisas". Carlos Reis presidiu ao encontro organizado pela ASA que teve como objectivo contribuir para um maior esclarecimento sobre os novos programas e sobre os possíveis modelos da sua abordagem, bem como facultar informação prática relevante sobre o Dicionário Terminológico, contemplado nesses programas.
O ano lectivo 2010/2011 é apontado como um ano de mudança no que respeita às práticas pedagógicas inerentes à Língua Portuguesa, no seguimento da concepção de Novos Programas para a disciplina. O programa do encontro incluiu apresentações e debates subordinados aos temas "Novos Programas de Língua Portuguesa (2.º e 3.º Ciclos)", "Manuais de Língua Portuguesa e os Novos Programas", "História de uma Aula e dos Percursos a que um Texto Levou", "Do Saber a Gramática ao Saber-fazer na Língua" e "Progressão(ões) no Ensino da Gramática".domingo, 1 de março de 2009
Começo de tudo
A vontade era já alguma. Hoje foi o dia.
O pensamento corria,a acção não se cumpria.
Desde aí se faz o começo.
Imperou a lembrança, um passado que se quer presente.
Sinais de futuro...?
Hoje foi a hora da partida, da viagem...
a que se fazia na carruagem 23,
a que faz de cada dia uma etapa no itinerário a traçar,
a que levará este rio a caprichosos mares com horizontes por desvelar.
Lembro, então, uns versos de Herberto Helder:
"...
Cidade que aperto, batendo as asas - ela -
no ar do mapa. E que aperto
contra quanto, estremecendo em mim com folhas,
escrevo no mundo.
..."
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Pensamento clássico
E, assim, encontrei um pensamento tão bem traduzido em palavras… É um clássico, no sentido cronológico e cultural do termo.
Que diria João de Barros se vivesse nestes nossos tempos?
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
2º Encontro de Linguística de Gondomar
Falou-se do Conde de D. Pedro, de Alexandre Herculano, de Fernanda Frazão, das (não) fronteiras na linguagem de Miguel Torga e de todos os escritores que fazem viver a língua aos nossos olhos e aos nossos ouvidos.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Poema a alguém...
Pudesse eu ser o que em mim vês
e sentir-me-ia feliz por, neste mundo,
trazer à luz o que Orfeu não conseguiu salvar...
A Eurídice e à poesia dá
esse sentido imaculado e profundo,
essas palavras feitas de cor e alma,
esses sons de céu e mar.
Então, um lume sem fogo
dará voz ao verso, foz ao rio, nós ao ego...
reencontrado e reconhecido
por haver sempre um
TU.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Para outros reencontros com Pessoa(s)
Há referências que se vão perdendo. Vou olhando para o lado e começo a sentir que as caras já não são as mesmas; que não está quem queria que estivesse; que vão estando, alguns poucos, dos que nos vão dando alento; que aparecem outros a desafiar novas relações.
Enfim, o ciclo da vida que se regenera: entre os amigos que vão (por momentos -
-) e os que ficam.
Também acho que vale a pena. A minha alma, também pequena - grata ao exemplo que alguns me deram e alguns outros felizmente continuam a dar -, engrandece com cada sorriso, com cada palavra, com cada gesto, com cada desafio que cada aluno representa.
Vale a escola pelos alunos que tem e, ainda mais, por cada um daqueles que se vai cruzando na minha vida. Por eles, vou ganhando a força que outros fazem que vá sendo cada vez menor.
Nem tudo vale a pena, mas cada aluno faz com que a minha alma não seja tão pequena.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Outra dúvida-desafio linguístico
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Dúvida-desafio linguístico (outro): modificadores
R: A distinção entre modificadores da frase e modificadores do predicado (ou do grupo verbal) pode ser verificada através dos seguintes testes:
(a) *Foi felizmente que tive boa nota?
(b) *Não felizmente tive boa nota no teste.
. os segundos admitem-nos, pela própria natureza adjunta do advérbio / da expressão adverbial (integram o predicado):
Ex.: Comprei um carro novo, no ano passado / No ano passado, comprei um carro novo.
(a) Foi no ano passado que comprei um carro novo?
(b) Não no ano passado mas na semana passada, comprei um carro novo.
Por estas mesmas razões, consideram-se as subordinadas adverbiais condicionais modificadores da frase (disjuntos, exteriores ao predicado), enquanto as causais assumem um comportamento mais semelhante aos modificadores do grupo verbal (adjuntos, internos ao predicado):
a) * É se tiveres bom resultado que te dou uma prenda?
b) * Não se tiveres bom resultado, dou-te uma prenda.
Ex. Sub. Adv. Causal: 'Não tiveste bom resultado porque não estudaste o suficiente'
c) É porque não estudaste o suficiente que não tiveste bom resultado?
d) Não tiveste bom resultado não porque não estudaste o suficiente, mas porque não interpretaste bem as questões.
Ela é tão simpática como muita gente que eu conheço. (Subordinadas comparativas)
Não é por acaso que estes dois tipos de construção se integram no que se designa por construções subordinadas de graduação (admitindo que os adjectivos e os advérbios são as classes que especificamente admitem a variação em grau).
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Dúvidas-desafios linguísticos
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Votos de Boas Festas
Tempo de luz, de aromas e sabores, de uma mesa feita de presenças e ausências. De família, de lar e de luar.
Postal Doméstico - I
(Dezembro, 2008)
VO
Que o nosso coração seja a estrela-guia
Para a luz de um sorriso
A aquecer a noite e a iluminar o dia
De um Natal com Deus-Menino vivo
Boas festas, para todos.
sábado, 20 de dezembro de 2008
Eis como me sinto... com a pausa lectiva!
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
O mais lindo poema de Natal
Outros ficam em falta, a motivar o reencontro com o texto:
Ele é o humano que é natural,
Ele é o divino que sorri e que brinca."





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