quinta-feira, 13 de setembro de 2012

(Re)Visão

     Passada uma semana, a reposição da ordem.

    Em apontamento anterior, tive a oportunidade de me referir à falta de visão, e ao erro propagado em capa de revista, sobre as mudanças no ensino e a questão "O que andam a aprender os nosso filhos?".
    Esta semana, na coluna do "Correio do Leitor", há uma pequena nota intitulada "Correções", na qual pode ler-se alguma da reposição que se impunha.


    Não se conclua daqui que os complementos agentes da passiva ("outros complementos exigidos pelos verbos") passam a oblíquos. Também não é, portanto, totalmente verdade o que se lê. 
     A economia de espaço da nota não é compatível com maiores explicações, tendo ficado apenas registado que há complementos diretos (os tipicamente pronominalizáveis por 'o'/'a', 'os'/'as', mais as variantes 'lo'/'la', 'los'/'las' e 'no'/'na', 'nos'/'nas') e indiretos (os que, na terceira pessoa, admitem a pronominalização 'lhe'/'lhes'). Há outros complementos, para não mencionar os predicativos, uma forma de complementação em contexto de verbos copulativos (que selecionam predicativos do sujeito) e de verbos transitivos predicativos (que selecionam complemento direto e predicativo de complemento direto).

     E quanto ao resto do apontamento, muito fica por dizer, rever e corrigir. Mas isso significaria que teria de ser feito um novo conjunto de páginas, para se contra-argumentar, infirmar, refutar quem foi citado ou quem citou, pensando que estava a escrever o mesmo que ouviu dizer.

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