sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Cor, flor, vigor...

    ... e talvez pudesse ainda acrescentar amor, sabor, terror.

   É certo que a representação sonora dos termos é tão combinada quanto a rima que eles possam criar.
   Outras aproximações podem ser feitas, como a paronímia, que junta o pecador ao pescador ou mesmo ao pegador ou pregador. É nesta última relação que um outro caso pode resultar em exemplo: o de uma publicidade que espanta qualquer leitor, só de imaginar quem terá sido o autor ou o objetivo para tal anúncio compor:


    Não fosse a foto, diria que era brincadeira. Não o sendo, que fazer?
   Pego num papel e uns versinhos surgem. Nada de fantástico ou de grande valor; só uma reação a uma imagem com desacerto tão motivador: 


VIOLE(N)TA

É violenta a violeta? Não!
Nasal… só em ‘planta’;
na cor e na flor, razão
não tem quem anda
a escrever mal. É tão
inusitada a incorreção
que a mente manda,
com cuidado e atenção,
esquecer a força, se tanta
é a violência, a agressão!

Flor e cor rimam com vigor,
mas com pancada não!

    Fica a inspiração suscitada pelo erro: o de se acrescentar uma letra à flor, aproximando-a de qualquer forma de dor ou opressor.