quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Madiba livre, no paraíso.

     Talvez vá na direção do céu ou talvez tenha nele caído, para novas viagens.

    A notícia da morte de Nelson Mandela não pode dizer-se inesperada; simplesmente não era desejada (como se alguma morte o fosse). E nunca o seria, pelo Homem que foi; pelo que lutou; pelo que venceu e pelo que soube perdoar, dando oportunidade a que a liberdade para si negada se tornasse no bem possível para a liberdade de muitos mais. De homem da tribo, fez desta o nome que levou para o mundo e assim se fez Homem.
     No dia em que também se anunciou que um quarto da população portuguesa se encontra na condição ou no limiar da pobreza, o pensamento de Mandela faz todo o sentido - não há melhor tributo do que lembrar a sua palavra, a sua ideia, o seu princípio:


    Por este e por outros pensamentos mais, o exemplo multirracial, plural, atento ao próximo que Madiba representa é digno de não ter fim. Fosse ele inspirador para governantes e políticos cá neste canto à beira-mar plantado e estaríamos bem mais esperançados - o problema talvez esteja mesmo no facto de, mais do que precisarem de ser melhores políticos, terem de mostrar maior interesse pelo bem comum, maior humanidade e serem melhores homens.

     Com a partida dos bons, perdemos referências e ficamos à espera de quem (de alguma forma) as iguale no bem que fizeram. Se o paraíso for democrático, voto em Madiba e nos que, em consciência, o apoi(ar)am na luta empreendida: o de a terra poder ser mais justa.

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