sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Um dia depois... por nAMORo

     Um dia depois do Dia dos Namorados, quando na escola se fala de amor, ...


     ...preferi falar de poesia.
    De tantos meios ou formas que pode haver para dela falar, numa turma de ensino básico questionaram-me por onde é que eu começava. Sorri, pelo simples facto de mo perguntarem a mim (como se tivesse autoridade para falar do assunto, com o crédito e a especialidade que me atribuíram) e por pensarem que a verso com mestria.
     Disse-lhes que eram muitas as portas por onde entrar (isto se não aparecesse uma janela mais à mão). Às vezes, algum esforço mais e a tentativa de subir ao que os olhos ainda não veem acabavam por resultar nalguma coisa que (nos) surpreendia.
    Já que estávamos em tempos de namoros e de amor, já que tínhamos visto o jogo que este último podia proporcionar aos poetas (com leituras top-down / bottom-up), lá abrimos a porta da música, da sonoridade. 
    Ensaiámos a busca de sons que pudessem  trazer uma definição de amor.
     Chegado a casa, deixei-me levar pela brincadeira da aula. Assim aconteça com eles. Vão ter de me trazer frases nas quais repitam um som que associem ao sentimento. Na próxima aula, terão de me dizer que som escolheram, por que motivo, e apresentar a frase que construíram (estou para ver o que vai sair).
    Depois do que me derem, talvez resulte uma combinação de algumas ideias / frases, para construir um poema coletivo. Caso contrário, sempre lhes posso oferecer um exercício saído 

de um som que ficou, 
de palavras que o repetiram,
de frases que o acolheram,
de combinações que surgiram.

     Talvez seja um texto sem grande valor, mas, por certo, dará para um bom separador.
  

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