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quarta-feira, 25 de janeiro de 2023
Qual satisfação?!
domingo, 22 de janeiro de 2023
De um final de tarde em braseiro
Não fosse o frio sentido ao final, dir-se-ia que as cores do pôr do sol aqueciam o olhar.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2023
Porque é hoje o dia
FOSTE...
que há palavras interditas;
palavras que nos tocam;
algumas, um cristal;
outras, um punhal.
Saíste da moldura,
e viste na poesia
a música que sempre teve:
Buscaste o campo e o silêncio.
"Que diremos ainda?",
À hora da despedida,
Ao Eugénio que foi José e que do Fontinhas se fez Andrade.
terça-feira, 17 de janeiro de 2023
Já não é só no café...
quarta-feira, 11 de janeiro de 2023
Publicidade para limpeza
segunda-feira, 9 de janeiro de 2023
Inconformismos
Como muito bem se sabe, no princípio não havia água.
Só havia o verbo.
Depois apareceram o sujeito e o complemento direto.
Mas de água, nada.
Então todos começaram a beber vinho e deus achou que era bom.
E lá isso era!
No entanto, com o aparecimento das primeiras culturas
do tipo comercial, tornou-se evidente
a falta de qualquer coisa
que pudesse aumentar a produção do vinho
e torná-lo mais rentável.
Era a água, claro.
Mas não havia água, como já fizemos notar.
As primeiras pesquisas,
então ainda bastante primitivas,
levaram à descoberta da água-pé.
Embora curiosa, essa descoberta não resolveu,
de forma alguma, o fim pretendido.
Continuava a não haver água. As pesquisas prosseguiram.
Felizmente o homem é assim, nunca desiste.
É isso que faz o progresso.
E largos tempos passados chegou-se a nova descoberta:
a aguardente.
Era melhor, não duvidemos, mas realmente não era o desejado.
Faltava a água. Definitivamente.
As civilizações pastoris, no seu nomadismo constante,
descobriram, acidentalmente, a água-bórica que,
aliás, nunca serviu para nada. Coisas de nómades.
Foi então que no seio das culturas orientais
mais avançadas tecnologicamente,
surgiu a grande invenção:
um misterioso pó branco que,
deitado em mínima quantidade num litro de água,
o convertia,
quase milagrosamente,
num litro de água.
ESTAVA INVENTADA A ÁGUA
Inicialmente rara e só usada para fazer vinho,
tornou-se no entanto com o desenvolvimento industrial,
bastante acessível e abundante.
Ergueram-se os primeiros lagos,
deu-se início aos rios pequeninos e,
finalmente surgiram os rios maiores,
aqueles muito grandes,
que consta várias pessoas já terem visto por aí.
Este progressivo desenvolvimento líquido
teve como consequência
o aparecimento de poderosas civilizações marítimas,
que se desenvolveram de tal maneira que nos puseram
no brilhante estado em que nos encontramos.
É o que fazem as invenções.
No entanto, e mesmo com a atual abundância,
não devemos abusar, dada a tremenda
explosão demográfica que se está registando.
Parece-nos mais prudente beber gin. Sempre.
sábado, 7 de janeiro de 2023
Um conselho com defeito
segunda-feira, 2 de janeiro de 2023
Há cem anos nascido
Ficaram os dois numa desesperante frustração.
sábado, 31 de dezembro de 2022
Um ano perfeito?
Há quem se refira às maravilhas do mundo (antigo ou contemporâneo, tanto faz). Independentemente de quais sejam ou de que tempo, são sete - o número entendido como completo e perfeito; o que se define pela totalidade, pela consciência, pelo sagrado e pela espiritualidade. Fechado o ciclo, traz consigo o cenário da renovação. Ao fechar de um ano, abra-se outro, a descobrir, renovado.
sábado, 24 de dezembro de 2022
Natal com alguma cor
sexta-feira, 23 de dezembro de 2022
(Outros) Apontamentos natalícios na cidade
quarta-feira, 21 de dezembro de 2022
Foi a vez do João Ratão...
segunda-feira, 12 de dezembro de 2022
Um quiasmo... no muro.
Com o exemplo fotografado, o primado da sensibilidade firma-se (só não sei se houve a mesma no ato de pintar a pedra de forma algo ousada). Talvez não resulte em vandalismo puro porque a verdade do escrito impõe-se face à frieza da racionalidade ou da pedra.
sábado, 10 de dezembro de 2022
A propósito de mensagens
terça-feira, 6 de dezembro de 2022
Descubra as diferenças
quarta-feira, 30 de novembro de 2022
Apontamentos da cidade
segunda-feira, 21 de novembro de 2022
Falha nas previsões
Futebol e política à parte,...
Lá vem o desconhecimento do Acordo Ortográfico (AO), a vigorar desde 2009.O acento circunflexo aparecia na grafia do plural com duplo 'e', no acordo de 1945; após 2009, lê-se o seguinte na Base IX, intitulada "Da Acentuação Gráfica das Palavras Paroxítonas", no seu ponto 5:
«c) As formas verbais têm e vêm, 3.ªs pessoas do plural do presente do indicativo de ter e vir, que são foneticamente paroxítonas (respetivamente /tãjãj/, /vãjãj/ ou /têêj/, /vêêj/ ou ainda /têjêj/, /vêjêj/; cf. as antigas grafias preteridas, têem, vêem), a fim de se distinguirem de tem e vem, 3ªs pessoas do singular do presente do indicativo ou 2ªs pessoas do singular do imperativo; e também as correspondentes formas compostas, tais como: abstêm (cf. abstém), advêm (cf. advém), contêm (cf. contém), convêm (cf. convém), desconvêm (cf. desconvém), detêm (cf. detem), entretêm (cf. entretém), intervêm (cf. intervém), mantêm (cf. mantém), obtêm (cf. obtém), provêm (cf. provém), sobrevêm (cf. sobrevém).
Obs.: Também neste caso são preteridas as antigas grafias detêem, intervêem, mantêem, provêem, etc.»
sexta-feira, 28 de outubro de 2022
E assim se falou dela...
domingo, 23 de outubro de 2022
Negócios da China?
sábado, 22 de outubro de 2022
Pomba negra
negada na cor, dá sempre espaço
a todas as outras - qual solitário braço
ansiando por abraço; por toque
feito de Amor, lembrando regaço.
Queria o voo azul, livre, solto,
sem a ameaça de opacas nuvens
ou sombria noite; sem as passagens
de ruidosos e bélicos aviões velozes
ou de impulsionados mísseis algozes.
Queria planar sem pressa, ao vento,
esperando pelo ritmado bater de asas
a cumprir distâncias, viagens rasas
às copas, aos telhados, à humanidade.
Seria esta a sua instintiva felicidade!
Passado o espaço, cumprido o tempo,
chegaria ao pouso, ao ninho sedento
de paz, conforto, cuidado, alimento.
Cega à nascença, teve a visão capaz
de que nem todo o Homem se vê sagaz.
Seria assim menor o negrume,
maior a tonalidade da esperança:
ter no céu pássaros em volante dança.
Porém, há dor, ferida, fogo, lume
a arder, a queimar quem, na terra,
brinca com o poder e deste faz guerra.
























