Espera . Procura . Encontros, Desencontros e Reencontros . Passagem com muitas Viagens . Angústias e Alegrias . Saberes e Vivências . Partilhas e Confidências . Amizades sem fim
Caso para dizer que não para (forma estranha do verbo, por certo).
A estranheza vem do hábito anterior ao Acordo Ortográfico, quando se acentuava a palavra, para a distinguir da conjunção ou da preposição (não acentuada). E se hoje ainda sinto a necessidade do acento nessa forma verbal, o mesmo já não digo de outras:
Ministro(s) à parte, o que diz(em) não se escreve, conforme o lido - (Foto VO)
Numa língua que se diz fónica e predominantemente de acentuação grave, não se utiliza normalmente o acento gráfico nas palavras com tal tendência. Portanto, ´param' é a forma correta de escrita, já que a sílaba destacada / sublinhada é a mais forte (daí a classificação da palavra como paroxítona ou grave, quanto à sílaba tónica).
Aos protestos na educação, para negociações sem fim à vista, um outro acresce: o da língua, sem a correção dos media (e não só!) na escrita.
Qual peregrino, em terras gaulesas, mais precisamente na Normandia.
Em local fortemente marcado pela espiritualidade, a abadia do Mont Saint-Michel é um exemplo de arquitetura medieval excecional, prova de edificação prolongada ao longo dos tempos (dos séculos XI e XII à construção do claustro e refeitório dos séculos XIII ao XVI).
A muralha do século XIV configura uma fortificação que, outrora, protegia a ilha das marés e, durante a Guerra dos Cem Anos, das incursões inglesas que atravessavam o canal da Mancha - daí também representar um forte símbolo de identidade nacional.
Vídeo com apontamentos fotográficos do passeio escolar do AEML (Vídeo VO)
Aclamado local de peregrinação, juntamente com Roma e o Caminho de São Tiago, o Mont Saint-Michel foi percurso das romagens mais significativas do oeste medieval, a ponto de ser considerado uma das mais importantes cidades-santuário europeias.
Crê-se que os mil e trezentos anos de história do local iniciaram em 708, quando Aubert, bispo de Avranches, mandou construir no monte Tombe um santuário em honra de São Miguel Arcanjo (Saint-Michel).
Hoje o monumento beneditino recebeu mais um admirador - inclusive da caixinha de bolachas salgadas comprada na Grande Rue. Motivo para regressar um outro dia?
No termo de um dia de trabalho exaustivo, no qual nem vale a pena contar as horas passadas em azáfama contínua - entre o sufoco e as múltiplas situações a que importa dar resposta(s) -, chega o momento em que o sofá deixa rever o vivido e o sentido.
E o que verdadeiramente importa é recordar aquele momento em que te chamam para registar numas T-Shirts brancas a mensagem de que houve atos e afetos suficientes para, após algum tempo e nem com um ano completo de trabalho conjunto, me acharem merecedor de tal honra; ou aquele em que, depois de doze anos, recebo a visita de quem, como ex-aluna, me quis visitar na escola que não foi dela e fez sublinhar que ser diretor não é tão importante como ser professor (não me esqueço, nem quero esquecer disto, apesar da função em que, por ora, estou); e também o que me fez dar um abraço a quem, pelo prémio recebido, eu quis demonstrar o orgulho que um agrupamento e um antigo professor têm pelo bem e (muito) bom que fez. Revivo, inclusive, aquele instante de um final de ano letivo, quando, na avaliação que fazia dos desempenhos de um jovem, lhe transmiti que o classificava com uma nota acima do que havia demonstrado, embora eu sentisse que poderia ser ainda mais. Confirmei-o, algum tempo mais tarde.
No final deste mesmo dia, bem para lá das horas razoáveis de permanência no local de trabalho, ainda houve tempo para um sorriso de um assistente operacional que vinha lembrar "está quase!", dando a força necessária para o que estava por cumprir - um gesto não muito diferente de outros que me vêm tirar do gabinete e das comunicações urgentes, para me levar a instantes que, agora, recupero como sinais de que algo devo ter feito (bem) para tanta recompensa.
De uma forma ou de outra, os cansaços dissipam-se com tantos desses sinais. Felizmente, vivo-os.
Aprender a ver o positivo: uma questão de perceção, sem o propósito de reclamação.
Quando o sentido crítico surge pela negativa e se fica pela declaração de impossibilidades injustificáveis, o foco do pessimismo instala-se (condicionado ou limitado a ver e a ler o que não traz esperança).
E se o que parece menos se tornasse mais?
Tudo se revela com a seguinte imagem de "As Filas da Vida":
Imagem colhida do Facebook, à espera de uma leitura da esperança.
Procurar na esquerda a confirmação do comum impede de ver na direita o que esta ainda consegue (de)mo(n)strar. Poucos, mas bons, aí estão os que interessam: os que ajudam e os que incentivam.
No meio não está a virtude (e garanto que nada tem a ver com a construção "brasileira" do título da porta, que escancaradamente é aberta por quem frequentemente nada tem a ver com o assunto).
Entre os que fofocam (bisbilhotam ou mexericam - venha o Diabo e escolha o léxico!) ou criticam, domina essa maioria por vezes tão inoperante, tão improdutiva! Está aí para estagnar, impedir avanços, dificultar caminhos, adiar o que interessa alterar a pretexto de formalismos e formalidades desajustados. Como se um papel fosse só por si mais importante do que o que nele pudesse estar escrito.
Prefiro a lateralidade de leitura que, iniciando na direita, destaca o que importa. Seguir para a esquerda é consciencializar dessa evidência de peso improdutiva. Não me fico pelo que esta última dá (ou melhor, não dá), particularmente quando o bem de muitos e/ou dos que mais precisam fica à mercê de uma não resposta.
Fizeram-me chegar a desgraça que grassa pela televisão (não tem graça, não)!
Imagine-se a qualidade linguística da nossa comunicação televisiva, a partir dos exemplos que me fizeram ler precisamente hoje! Chega a ser constrangedor.
Comecemos com a incapacidade de acertar no adjetivo relacionado com o ato de asserir e com a força das asserções. E porque, (orto)graficamente, de 'ss' se trata, veja-se no que a CNN não acerta:
Notícias de última hora que deveriam dar lugar ao fim de legendas infelizes.
Isto de ser assertivo pode ter a ver com 'pontarias', mas de atos de fala. Diria que é preciso não ter mira linguística para falhar. É o que faz um órgão de comunicação social (à semelhança de outros).
Segue-se o clássico desrespeito da morfologia: se o verbo é 'incendiar', previsivelmente as formas da conjugação mantêm a base (excetuando, naturalmente, as do singular no presente do indicativo e do conjuntivo). Portanto, onde se lê o errado 'e' da terceira sílaba veja-se o expectável 'i' da base de formação / variação da palavra:
Interferências... não dos manifestantes, mas da pessoa e número gramatical (foto AMT)
Convenhamos: a legenda tornou a situação mais incendiária, pelo mau uso da língua. Inconsciências morfológicas, para não dizer desconhecimento ou ignorância.
E como não há duas sem três (bom é que não se avance mais), assinale-se outra manifestação de desrespeito morfológico: ignorar a conjugação de 'vir' e sua projeção nas formas verbais de 'intervir'.
Se "*interviu", não salvou! Falhou redondamente. (Foto e agradecimento à AMT)
Isto de querer 'ver' (viu) o que não é possível é uma forma de cegueira (da pior espécie). É questão de 'vir' (veio) e era bom que tivesse chegado na forma correta.
Uma dramatização de uma obra que foi apresentada há dois meses na EB de Guetim.
Em pouco tempo se fez muito, numa das iniciativas que animaram a Semana da Leitura numa das escolas do AEML. Educadoras, professoras e alunos(as) motivados e animados recriaram um texto que, da tradição, ganhou temáticas novas pela escrita das autoras (um ato I com explicação para o João Ratão ser glutão; um ato II conforme a tradição; um ato III que reforça a lição); se concretizou em ato de representação, dando continuidade à expressão artística e dramática, em sede de inovação.
Nas palavras de uma das autoras, "foi uma manhã muito bonita". E a alegria de todos aconteceu. Isto é escola.
Depois do cansaço do dia, só o café trouxe a energia que já não tinha.
No desconcerto do momento, olhando as ondas e o cinzentão do final de tarde, peguei numa caneta e rabisquei o canto de uma folha impressa, já usada, mas ainda com espaços para rascunhar ideias, soltas, vagas, à espera de um sentido que não tenho de ser eu a dar.
Palavras, imagens e sons com alguma poesia (texto e filme VO)
LIBERDADE E CLARIDADE
Há quem se perca e se prenda na ilha.
Cada porto é chegada a nova terra. Cada ilha se faz terra para novo mar. O céu está além, para as estrelas. Nem sempre se dão a ver; estão lá. Dissipada a névoa, fugidas as nuvens, limpo o céu, aquelas brilham, ainda.
Presença de luz invisível no vazio Da escuridão instalada, cá na terra, Sem sol nem claridade. Só dor.
Há que fugir da ilha. Banhar no mar.
Sem bagagem, lancei-me na viagem. Não sei onde vou dar ou parar.
Hoje, porém, não se trata de outra coisa senão lembrar o café, ainda que a propósito de um pacote de açúcar (não é a primeira vez que recorro a eles para produzir um comentário - entre os positivos e os negativos, há doçuras para vários graus):
Um pacote de açúcar a lembrar café e alguém mais (Foto VO)
À semelhança de muitos outros dias, trago comigo a pequena e doce dose, para não consumir. Simplesmente, ao ler a publicidade nele contida, relembro uma pessoa que hoje parte desta vida. É difícil encontrar alguém que, nestes tempos e na passagem do próprio tempo, seja tão consensual quanto a virtudes, a ponto de o considerarem simples, afável, atento, encantador, sorridente, alegre, humilde, bem sucedido e com forte preocupação social. Difícil juntar todos estes ingredientes num só ser humano.
Comendador da Ordem Infante D. Henrique (2006) e da Ordem Civil do Mérito Agrícola, Industrial e Comercial (1995), Rui Nabeiro ficou conhecido como o Senhor Delta Café. Hoje é notícia pelo seu falecimento. Felizmente foi um dos que, em vida, viu reconhecido o importante papel que teve para muitos. Teve prémios, teve agruras e, inteligentemente, conviveu com ambos.
Apoiando-me na mensagem publicitada, apetecia-me mudá-la: "E se o café desafiasse a mortalidade?" As boas pessoas não deveriam nunca deixar este mundo (até para contrariar aquelas outras que, ficando, só fazem e vivem em guerra com tudo e todos).
Engraçado ver que, mal começo, vem uma chuva de exemplos.
É o que acontece sempre que, por aqui, menciono um erro ou outro nos nossos canais televisivos. Dos mais repetitivos na tipologia de erro aos mais originais, lá me vão facultando fotos do que "corre" nalgumas legendas.
Desta feita, chegou-me às mãos / aos olhos o seguinte:
Sem pânico na machadada perpetrada na língua - assim vão as notícias (com agradecimento à AD)
No âmbito comum da ortografia, este é um erro que pode instalar-se pela natureza de alguma irregularidade morfológica do verbo, nomeadamente no contraste 'o/u' de algumas formas (foge, foges, fujo, fugimos, por exemplo). A fonética, contudo, ainda permite distinguir o que alguma convencionalidade gráfica pode fazer perigar (mais no contraste 'j/g' do que nos casos vocálicos em concreto).
Ver este erro em contextos de aprendizagem da língua ou de utilizadores menos esclarecidos poderá (ainda) ser compreensível e uma boa oportunidade para mostrar regularidades no reconhecimento do léxico (como é o caso da família de palavras evidenciada em 'fugir > fujo > fugimos > fuga > fugido > ...'). Nos meios de comunicação social, é impensável ler o que nos é dado a ver.
Até podia ser alguém que não quisesse ouvir detidos.
Só que, para tal, era necessário que estes existissem. E tal não aconteceu! Portanto, "não houve detidos" era o que devia ser lido; porém, o que apareceu escrito...
Um ouvir confundido com existir - sensacional! (Foto enviada pela AMT, com o devido agradecimento)
No meio de tanto sensacionalismo, o que não é nada sensacional é haver alguém a confundir o verbo 'ouvir' com 'haver' e, na homofonia de formas verbais distintas graficamente, um canal de comunicação difundir um erro crasso: não distinguindo os verbos, não diferenciando os tempos, não exemplificando o rigor que propaga aos quatro ventos (e mal e parcamente denuncia em quatro letras, que deveriam dar lugar a cinco).
Caso para dizer que, no canal televisivo das desgraças, uma desgraça nunca vem só!
Não bastava o tema (desconcertante) também tinha de vir a forma (errada).
Não, já nem sequer menciono o tema, de tão evidente e noticiado que tem sido. Não fosse essa nódoa social (caída em pano que não pode ser da melhor qualidade), uma outra surge já tão comentada por mim sempre que uso estrategicamente o sinónimo de 'sobre':
Confusões... da Igreja e da Televisão: Onde está a salvação?
(Foto VO a partir da emissão do Telejornal da RTP1, com agradecimento à ARS pela leitura atenta)
Muitos ouviram-me dizer "E toca a escrever bem, porque, nos sinónimos, de uma só palavra se trata, seja 'sobre' seja 'acerca'.
Precisa a Igreja de salvação e de perdão; a ortografia, de correção (Valha-nos Deus ou um santinho qualquer)!
Quem redige os rodapés televisivos na RTP anda a precisar de umas aulas de Português, mais propriamente de ortografia, para não se deixar enganar ora por paronímias (acerca / a cerca / à cerca) ora por homofonias (há cerca / à cerca / acerca) que a língua tem.
Diz o jornalista que o Sr. primeiro ministro afirmou que só na poesia é que basta Deus querer para a obra nascer.
A citação, feita por José Rodrigues dos Santos, evocando o discurso de António Costa, é redutora e incompleta. Basta ouvir o restante apontamento noticioso televisivo (Telejornal da RTP1, pelas 20:40-20:42) para confirmar como o governante foi bem mais completo na tradução do pensamento pessoano: "Só na poesia é que basta Deus querer, o homem sonhar e a obra aparecer".
Pessoa-Poesia-PRR: relações que a (ir)realidade tece no Telejornal da RTP 1 (Foto VO)
Sem necessidade de precisar arquitetos e empreiteiros implicados na obra (faltaram os trolhas, sem cujas mãos nada passa a existir), diria que o discurso ministerial foi mais feliz na tríade plasmada em verso famoso. Embora "aparecer" esteja mais para "nascer" (tal como o jornalista apresentou e o poeta modernista o concebeu - "Deus quer, o homem sonha, a obra nasce"), a obra talvez não seja tão concreta como o governante a quer fazer passar, ao referir-se à construção de uma estrutura residencial para idosos (a Unidade Social Da Cruz Vermelha da Portela). Pessoa estava mais para algo da ordem do espiritual, do imaterial, do idealizado, do inconsciente. A materialidade e o real eram enleio para o poeta que nos deixou uma "Mensagem": a de que "falta cumprir-se Portugal!" (cumprido o Mar e desfeito que foi o Império geográfico, histórico, material) e, por isso, indiretamente se subentende o convite ao "Cumpra-se!".
Entre jornalismo e governação, fico-me pela literatura, pela poesia, por ser libertadora de enredos e enleios de uma realidade que vai deixando a desejar, não obstante a pluralidade de cores esbatidas, pálidas para o bem humano.
Isto de misturar poesia com obras concretas (de cimento, mesmo), PRR e reações a discursos políticos tem muito pouco que se lhe diga. E do jornalismo redutor, incompleto e condicionador mais vale nem falar.
Não sei se é pela língua, se pela musicalidade, se pela interpretação, se por versos que traduzem muito de uma realidade que gostaria de ver contrariada.
Do ritmo embalatório inicial ao crescendo poderoso do ritmo e da voz, Marco Mengoni vence o festival de San Remo, fazendo caminho para a Eurovisão. Fá-lo pela segunda vez, depois da passagem de uma década, quando representou a Itália com "L'Essenziale". Regressa com "Due Vite":
Representante da Itália no Festival da Eurovisão (2023)
Duas vidas: a real e a da inconsciência (a lembrar muitos tópicos pessoanos, diria). Letra e melodia numa conjugação perfeita.
DUE VITE
Siamo i soli svegli in tutto l'universo
E non conosco ancora bene il tuo deserto
Forse è in un posto del mio cuore dove il sole è sempre spento
Dove a volte ti perdo, ma se voglio ti prendo
Siamo fermi in un tempo così, che solleva le strade
Con il cielo ad un passo da qui, siamo i mostri e le fate
Dovrei telefonarti, dirti le cose che sento
Ma ho finito le scuse e non ho più difese
Siamo un libro sul pavimento in una casa vuota chе sembra la nostra
Il caffè col limone contro l'hangover, sеmbri una foto mossa
E ci siamo fottuti ancora una notte fuori un locale
E meno male
Se questa è l'ultima canzone e poi la luna esploderà
Sarò lì a dirti che sbagli, ti sbagli e lo sai
Qui non arriva la musica
E tu non dormi
E dove sarai?
Dove vai quando la vita poi esagera
Tutte le corse, gli schiaffi, gli sbagli che fai
Quando qualcosa ti agita
Tanto lo so che tu non dormi, dormi, dormi, dormi, dormi mai
Che giri fanno due vite
Siamo i soli svegli in tutto l'universo
A gridare un po' di rabbia sopra un tetto
Che nessuno si sente così
Che nessuno li guarda più i film
I fiori nella tua camera
La mia maglia metallica
Siamo un libro sul pavimento in una casa vuota che sembra la nostra
Persi tra le persone, quante parole senza mai una risposta
E ci siamo fottuti ancora una notte fuori un locale
E meno male
Se questa è l'ultima canzone e poi la luna esploderà
Sarò lì a dirti che sbagli, ti sbagli e lo sai
Qui non arriva la musica
E tu non dormi
E dove sarai?
Dove vai quando la vita poi esagera
Tutte le corse, gli schiaffi, gli sbagli che fai
Quando qualcosa ti agita
Tanto lo so che tu non dormi
Spegni la luce anche se non ti va
Restiamo al buio avvolti, solo dal suono della voce
Al di là della follia che balla in tutte le cose
Due vite guarda che disordine
Se questa è l'ultima canzone
(Canzone e poi la luna esploderà)
Sarò lì a dirti che sbagli, ti sbagli e lo sai
Qui non arriva la musica
Tanto lo so che tu non dormi, dormi, dormi, dormi, dormi mai
Che giri fanno due vite
Perdidos entre as pessoas... quando a vida exagera... quando a música não chega... as voltas que duas vidas dão.
Escolher bem ou mal as palavras ou expressões pode condicionar qualquer avaliação.
Pense-se num(a) aluno(a) a quem se avalia comportamentos na base do que ele(a) aprecia fazer, quando, onde e com quem. Leia-se a lista das ações / atividades identificadas e...
Um registo avaliativo no mínimo duvidoso, a bem do respeito e cuidado a ter com os livros
..., no sexto cenário (a contar de cima), encontra-se o que, incompreensivelmente, possa ser feito "sempre que possível", seja em casa seja lá em que sítio for, muito menos em família: "desfolhar livros". Só numa cultura educativa de defesa da destruição do livro!
É por isso que, quando alguém diz que desfolhou o jornal, imagino este último em cima da mesa, com as folhas soltas, rasgadas, destruídas (não havia necessidade para tal, por pior que fosse a imagem ou o texto noticioso)! Uma desgraça!
Não distinguir "folhear" (passar de uma folha a outra, no sucessivo virar de páginas) de "desfolhar" (arrancar, tirar as folhas) é desconhecer que não se trata um livro como uma espiga de milho.
Um dia, que é o de hoje, devendo ser igual a todos os outros.
Entre tantos assuntos importantes no mundo e na vida, um outro - a condição da mulher - se marca no presente, essa instância de tempo que, mais do que o agora e o hoje, se deve traduzir pela intemporalidade.
A esse propósito, ficam aqui as palavras de um poeta que, entre muitos temas, versou a mulher na sua plenitude. Por ele ser homem, não deixou de a ver no que tem de humanidade em busca de igualdade, equidade, liberdade, justiça, alma mater dedicada aos seus, independentemente de os ter carregado no ventre ou os ter acolhido no seu seio familiar, sem olhar ao género que lhes coube.
Tantos a falar do mesmo que acabo por cair nele. Nada tenho contra (melhor, ... até posso ter alguma coisa, sem o diabolizar), muito menos a quem se mostra muito entusiasmado com a questão.
E do que falo? Do Chat-GPT... de que mais podia ser?!
Inteligência Artificial, para que te quero?! Para muita coisa, mas mando eu! Combinado?
Depois de várias tentativas, pouco me agradou ou surpreendeu.
Não sei se perdi o meu tempo, mas espero que definitivamente não faça perder o de mais ninguém. Partilho a reflexão, sem qualquer pretensão, senão a de sublinhar que prefiro centrar o foco da discussão nas implicações pedagógico-didáticas que dele decorrem e com ele se deparam / confrontam. Artificial ou não, o "inteligente" é o que se consegue reconhecer como tal, numa avaliação que necessita de consistência, fundamentação (o mais criteriosas possível).
Nesta medida, prefiro manter-me no controlo e não deixar-me controlar.
O certo é que ela vai ter muito de aprender para poder ser eficiente, eficaz e um auxílio fundamental para o professor. Dizem mesmo que não tem hipótese e, por isso, há quem já nos apresente um concorrente: o Bard (da Google).
Não falo dos políticos nem da situação noticiada, nem sequer da maioria das palavras. Fico-me pela primeira:
Efeitos de uma guerra transmitidos com correção (Foto VO)
A prova do bom exemplo. Para quem contava encontrar "despoletar" a significar desencadear, provocar, ocasionar, aí está o termo devido. Sendo que numa arma é a espoleta que aciona a combustão do propelente contido na munição, impulsionando o projétil pelo cano da arma, 'espoletar' é o que deve ser dito / escrito.
Hoje alguém me dizia que começámos a ter noção da Inteligência Artificial (AI) com uma máquina de calcular.
Não sei há quanto tempo foi, mas associo AI a um filme, de Steven Spielberg:
Filme protagonizado por Haley Joel Osment (pequeno David) e Jude Law (Gigolo Joe)
Terá sido já há cerca de vinte anos. Ficou a imagem de um mundo altamente tecnológico e a mensagem de como a máquina e a emoção eram ingredientes para uma história com muito para se dizer / discutir. Uma criança-robô mostrava-se e queria ser amada em pleno século XXII, num mundo de protótipos surgido após a subida das águas do mar (decorrente do aquecimento global) e de uma mãe sofrida, pela perda de um filho, a qual decide adotar um androide.
Vivemos uma realidade tão próxima do ficcionado que está a apetecer-me rever o filme, para dele relembrar a lição.
Prevejo algumas reações e sentimentos algo adversos da minha parte com esta deificação da máquina e dos dispositivos que se dizem eficazes e fantásticos. Continuo a suspeitar que será mais um a não me libertar de trabalho. Suspeito que vá dar mais. Não gosto!
A publicidade é fraca, do negrume do transporte ao negro da mensagem - e logo a abrir com a primeira palavra:
Um negócio "muito escuro" (com agradecimento à CF, pela foto enviada)
Isto de confundir a terminação da primeira pessoa do plural (Damos) com a construção pronominal da segunda ou da terceira, aglutinando o complemento direto com o indireto (Dá-mos), é caso para dizer que "na melhor pintura cai o borrão". Se o imperativo justifica a forma verbal pronominalizada na segunda pessoa ([Tu,] Dá-me os teus sapatos > [Tu,] Dá-mos) ou se o presente do indicativo traduz a constatação de um ato levado a cabo por terceiros (Ele /ela dá-me os resultados > Ele / ela dá-mos), a conjugação da primeira pessoa do plural não admite a separação da sua terminação ([Nós] Damos cor à sua casa!).
Convenhamos que ficava bem uma pinturinha na viatura, para apagar o erro na porta traseira, que não augura bons negócios. Sempre era uma outra cor (sem erros).